Uma paixão que se tornou negócio
É possível transformar coleção em ganha pão, unindo o útil ao agradável. Assim pensa o empresário Joacir Gonçalves. Como muitos brasileiros, ele nutre uma paixão por carro desde pequeno. O primeiro veículo adquirido há 14 anos foi um Dodge Sarge, modelo SP, ano 1977, relíquia que possui até hoje.
No ritmo em que o bolso permitia, ele foi comprando outros originais que sonhava. Na garagem de sua casa, que mais parece um estacionamento, ele guarda hoje 14 carros antigos - destes, cinco fuscas, considerados a paixão maior do colecionador -, cinco lambretas e três vespas, todas italianas. ''Sempre fui muito de mexer em carros. Eu mesmo desmonto e qualquer coisa que tiver que arrumar eu mesmo arrumo'', orgulha-se.
A coleção, até então vista como mania, deu espaço também a um negócio que com o passar do tempo está se tornando rentável. Junto de um sócio, Gonçalves montou uma empresa de locação de carros, especialmente para levar noivas e debutantes para festas. Detalhe: o próprio Joacir pilota suas raridades, vestindo devidamente terno e chapéu. ''Quem possui carro antigo dificilmente deixa alguém dirigir. É ciúme mesmo'', diverte-se.
Colecionadores não gostam de dar valores a seus chamegos. Na verdade, o custo, como eles mesmos gostam de frisar, nunca vêm ao caso. A paixão por colecionar foge do simples e puro desejo, extrapola os limites da admiração e beira, muitas vezes, à loucura.
Mas é uma loucura saudável, fácil de compreender. ''Agora estou construindo uma empresa nova, para guardar uma quantidade de carros lá também'', finaliza o amante de carros. (E.S.)





