Uma outra cidade dentro de Londrina
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quarta-feira, 13 de junho de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Lojas de um lado, igrejas do outro. Sinônimo do que move os moradores, a Avenida Genis Parra dita o costume no Conjunto Maria Cecília Serrano de Oliveira, o bairro de maior expressão na Zona Norte de Londrina. Inaugurado em novembro de 1983, o conjunto abrigava 1.978 casas na época, conforme dados da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld).
Hoje, o comércio domina a paisagem. São padarias, supermercados, bazares, lojas de móveis, confecções, depósitos que geram emprego principalmente para a população do bairro. Maria Cleusa de Lima Marçal é uma das comerciantes mais antigas do conjunto. Ela mudou-se com a família para a Avenida Genis Parra em 1984. ''No início, era só o meu bazar, um mercado e um açougue nesta avenida. Hoje, já são pelo dois supermercados e três bazares.''
Maria Cleusa participa ativamente da Associação do Comércio e Indústria da Região Norte (Acirenor), que foi reativada pelos comerciantes do bairro há três anos. ''Quase todo o comércio está inserido na associação, que já tem 15 anos, mas ficou desativada um tempo'', informou.
Entre as ações da nova diretoria da Acirenor, Maria Cleusa citou a reestruturação da sede, a contratação de profissionais liberais para prestar serviços aos associados, o combate à inadimplência e o patrocínio de um guia com os telefones e endereços dos comérios do bairro. ''A associação também pretende realizar um estudo junto à população que servirá de parâmetro para a instalação de novos tipos de comércio na região'', disse a comerciante.
Segundo o presidente da associação de moradores do Maria Cecília, o zelador Celso Sales de Oliveira, ''só faltam mais farmácias no bairro''. Para ele, o bairro é bem estruturado, com posto de saúde 24 horas, hospital a apenas 1,5 quilômetro de distância, duas escolas municipais - uma delas que também atende alunos da rede estadual no período noturno -, uma rede de comércio bastante diversificada e um centro esportivo com piscinas, quadras poliesportivas, playground e churrasqueiras. ''No verão lota'', afirmou Oliveira.
Segundo ele, hoje o Conjunto Maria Cecília abriga pelo menos 10 mil moradores. ''Depois da construção das casas da Cohab, o bairro lotou rapidinho'', assinalou o zelador, ressaltando que a maioria das casas de dois quartos foram modificadas pelos proprietários. ''Os casais têm no máximo quatro filhos e a maioria dos comerciantes constróem sobradinhos sobre as lojas'', completou Maria Cleusa.
Para o presidente do bairro,''a gente tem de tudo'', declarou. Se pudesse pleitear benfeitorias para o bairro, Oliveira pediria mais uma creche e mais ônibus. ''Mesmo assim, não tem lugar melhor para morar'', confessou.


