A falta de interessados na quarta etapa da revitalização do Calçadão é apenas mais um episódio na novela que se tornou essa obra. Vários percalços impediram que os trabalhos transcorressem rapidamente. O primeiro deles foi a escolha do período de início das obras na época em que as vendas natalinas deveriam estar no auge, em novembro de 2009. Posteriormente, a Prefeitura alegou atraso no repasse de recursos federais para uma das fases e problemas de engenharia.
Posteriormente houve críticas à substituição das pedras do tipo petit pavet por blocos de concreto intertravados, os chamados pavers, com cores diferentes do desenho de elos bicolores projetado em 1977 pelos arquitetos Jaime Lerner e Eli Bretas. Quando a polêmica surgiu, a Prefeitura anunciou que preservaria o petit pavet entre a Rua Minas Gerais e a Avenida Rio de Janeiro por motivos históricos. Uma lei de tombamento do patrimônio histórico garante a preservação do desenho do piso no trecho em frente ao Cine Teatro Ouro Verde.
Outra polêmica provocada pela revitalização da área foi a decisão de retirar os quiosques que ficavam no local. Antes de removê-los, a Prefeitura chegou a anunciar que eles voltariam depois da conclusão das obras, mas voltou atrás. Houve resistência por parte de comerciantes contra a remoção, inclusive alguns acionaram a Justiça em busca da permanência no espaço, mas sem sucesso.
Houve reclamações também em relação ao corte de árvores ao longo do trecho para que o novo projeto atendesse ao que foi projetado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). Na época em que foram realizados os cortes, o Ippul afirmou que a maioria das árvores sadias foram mantidas no local, mas que o projeto previu uma padronização e a substituição de algumas árvores por outras de copa mais alta.(V.O.)

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