Uma nova geração de empreendedores
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quinta-feira, 03 de novembro de 2011
Marcos Roman <br> Reportagem Local 
Centenas de adolescentes tiveram a oportunidade de testar suas aptidões empresariais ontem. Cerca de 400 jovens que partipam do Programa Miniempresa comercializaram produtos de empresas fictícias criadas por eles. Bolsas, carteiras, almofadas, aromatizantes, calçados e caixas de presentes, entre outros itens foram expostos no Centro de Eventos do Catuaí Shopping, em Londrina.
A iniciativa é da Junior Achievement Paraná. ''Trata-se de uma organização fundada por empresários americanos em 1919 com o objetivo de ensinar aos jovens técnicas empresariais visando a criação de uma nova geração de empreendedores'', explicou a gestora de projetos e comunicação da instituição, Carolina Chueri de Oliveira.
Desenvolvido em diversos países, o Programa Miniempresa é realizado em Londrina desde 2006. ''Este ano, tivemos a participação de alunos do 2º ano do Ensino Médio de 14 escolas públicas e privadas. Durante 15 semanas os estudantes aprendem noções de finanças, adminstração, marketing, recursos humanos e produção em encontros semanais realizados no período de contraturno escolar'', esclareceu Carolina.
Ações
A gestora informou que todo o conteúdo é repassado aos estudantes por profissionais de diversas áreas que trabalham como voluntários para a Junior Achievement. ''Outra atividade desenvolvida é a criação de uma empresa. Após eleger quem assumirá os cargos de presidente, diretores de finanças, marketing, vendas, entre outros, os estudantes escolhem o ramo em que vão atuar e quais produtos irão fabricar'', destacou.
Para montar a empresa, os novos empreendedores vendem ações da empresa com o objetivo de arrecadar fundos para a compra de matéria-prima que será usada na produção dos itens. ''Cada miniempresa pode ter até 30 participantes e vender 100 ações que custam entre R$ 5 e R$ 25 cada. Após a venda dos produtos o lucro é dividido entre os acionistas, que geralmente são pais, familiares e amigos dos alunos. No ano passado, um pai comprou R$ 50 em ações e acabou recebendo R$ 200 após a venda dos produtos'', ressaltou Carolina.
Responsabilidade
Um dos pontos fudamentais do programa é a exigência feita aos alunos para que sejam criados produtos ligados ao conceito de sustentabilidade. O conceito foi incorporado pelos alunos do Colégio do Sesi.
''Produzimos carteiras utilizando caixas de leite longa vida, elástico e tecido. Aprendemos a fabricá-las através de um vídeo na internet. O custo de produção foi baixo e por isso acreditamos que teremos lucro com a venda dos produtos ao preço de R$ 4 a R$ 8, conforme o tamanho'', afirmou a diretora de Marketing da empresa Ligth Makers S.A/E, Natally Siqueira Benatti. ''Estou achando muito interessante tudo o que estamos aprendendo, tanto que desisti do curso de Medicina que pretendia para fazer vestibular de Administração logo que terminar o segundo grau'', acrescentou a estudante.
Fundadores da Seed Bag S.A, os alunos do Colégio Estadual Newton Guimarães (Vila Brasil) investiram na produção de bolsas femininas. ''Pesquisando na internet, descobrimos uma técnica japonesa chamada furoshiki, que depende de costura somente para o acabamento. Para incentivar o respeito ao meio ambiente a gente se responsabilizou pelo plantio de uma árvore nativa a cada bolsa vendida'', enfatizou a diretora de Marketing, Luivia Mantovani.
''Além disso colocamos sementes de girassol em cada uma delas para que a pessoa que fizer a compra possa plantá-las na sua casa'', ressaltou Luivia.
A estudante diz que gostou tanto da experiência que pretende fazer faculdade de Marketing. ''Administrar uma empresa e trabalhar em equipe é difícil, mas muito compensador. Pretendo atuar nesta área'', salientou Luivia.
Já os alunos do Colégio Ateneu criaram a Le Pagart S.A, miniempresa que produziu calçados femininos. ''Fabricamos 120 pares de calçados que estão sendo vendidos por R$ 29, preço cerca de 30% mais em conta do que é cobrado pelas lojas da cidade'', explicou a diretora de Vendas, Nayla Kallas. ''Foi muito interessante aprender a tomar decisões importantes que, com certeza, iremos usar quando estivermos trabalhando em uma empresa de verdade'', acrescentou Nayla Kallas.


