Uma 'mãozinha' para encontrar o par ideal
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terça-feira, 10 de outubro de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Você teria coragem de escolher o seu companheiro(a) em uma agência de namoro? Se a resposta foi não, é bom você começar a mudar os seus conceitos. Londrina acaba de ganhar a primeira franquia de uma agência que existe há nove anos em Marília (interior de São Paulo) e já aproximou algumas centenas de homens e mulheres nas mais diversas regiões do País. O serviço se diferencia dos outros porque mais do que ''juntar'' casais, dá dicas preciosas de como se comportar no primeiro encontro, o que deve e o que não deve ser dito, e o que importa para manter um relacionamento.
Em março deste ano, o casal André Carvalho e Roseli Sanches Carvalho, que criou a Agência Par, lançou um livro dando dicas de conquista. Embora o subtítulo do livro seja ''A Conquista Ímpar do Par'', os autores também falam da vida em comum e dos conflitos no cotidiano dos casais. Vários textos relacionados ao assunto também podem ser encontrados no site mantido pela agência (www.agenciapar.com.br).
O atendimento é personalizado. ''Quando a pessoa nos procura marcamos um horário e a atendemos individualmente, para garantir o sigilo. Fazemos um cadastro com o perfil da pessoa que procura. Quando percebemos que há afinidade entre duas pessoas, promovemos o encontro'', explica Roseli. Depois do primeiro encontro, o casal fica livre para voltar ou não a procurar a agência.
Roseli, que é ex-corretora imobiliária, conta que sempre teve dom para cupido. Ela diz que sua maior alegria, e a do marido, é quando são convidados para serem padrinhos de casamento. Ela também adquiriu o hábito de ler diariamente os editais de proclamas nos jornais. ''A maior emoção é quando vemos os nomes de casais que ajudamos a unir.''
Lúcia Ieda e Osni Cardoso, os proprietários da franquia de Londrina, também são confessos casamenteiros. ''Nossa família é muito grande, conhecemos muita gente, e sempre tivemos o hábito de intermediar o encontro daqueles que estão sozinhos'', conta Lúcia. As características do casal londrinense caíram feito uma luva para as intenções de André e Roseli, que desde 2000 procuravam os parceiros ideais para a abertura de uma franquia. ''Queríamos pessoas que pensassem como nós e que em quem pudéssemos confiar'', informam os fundadores da agência.
Roseli lembra que no Brasil as agências de namoro e de matrimônio ainda são vistas com certo receio, reflexo da falta de tradição desse serviço no País. ''Por aqui, as agências só chegaram há cerca de 60 anos, mas em alguns países desenvolvidos, como na Europa, elas são muito comuns'', argumenta Roseli, acrescentando que procurar um par com a ajuda profissional é, antes de tudo, uma ''atitude inteligente''. E explica por quê: ''As chances de encontrar alguém com quem se tenha afinidade é muito maior, porque ambos querem um relacionamento sério, não tem essa história de 'ficar' apenas''. Ela defende ainda que o fato de já conhecer os interesses do outro, diminui a insegurança do primeiro encontro.
A agência só cadastra pessoas maiores de 21 anos, que sejam sozinhas (solteiras, viúvas ou legalmente separadas). Isto porque, segundo os ''cupidos'', só aí terão condições de começar um relacionamento sem trazer os problemas da relação anterior. André, que é engenheiro agrônomo, observa que hoje em dia as pessoas estão mais exigentes quando procuram um relacionamento que pode ser para o resto da vida, e é aí que uma agência de namoro pode ser muito útil. ''Todos querem um companheiro de fato, e não simplesmente um marido ou esposa'', constata.


