Uma luta diária para garantir direitos básicos
Pior que a deficiência é ser privado de tentar levar uma vida normal. Luiz Praxedes, de 40 anos, sabe bem o que é isso. Há seis anos sua vida se transformaou, quando se viu numa cadeira de rodas, depois de ser baleado em um assalto.
No Jardim Maracanã (Zona Oeste), onde mora,das duas linhas que atendem a região, nenhuma tem ônibus adaptado. ''Preciso utilizar a van e sempre acontecem atrasos'', comenta. Ele precisou dispensar várias propostas de emprego porque não consegue chegar no horário. ''Muitas empresas não confiam nos deficientes por causa dessas falhas, mas o problema não é nosso''. Praxedes também perdeu um curso de informática, oferecido pela Adefil, por falta de transporte.
O colega de Praxedes, Nivaldo de Freitas, de 38 anos, cadeirante há dez anos, também não consegue trabalho por causa da falta de transporte. ''O pessoal que nos atende na van faz o melhor, mas não conseguem fazer milagre''. Por enquanto, reforça Freitas, ''estamos restritos a atendimentos médicos, mas nossa vida tem muito mais que isso. E há um compromisso com a gente que precisa ser cumprido''.(M.O)





