A psicóloga do Cristma, Cléo Thomas, defende que as famílias devem exigir o tratamento e não expulsar o adicto de casa. ''É preciso ter tolerância e paciência porque a recuperação é um processo longo e muito difícil'', diz, ao enfatizar que os resultados de recuperação na instituição chegam a 80%.
''Nos encontros, os familiares passam a entender que a dependência química é uma doença e os tipos de ajuda de que o usuário necessita. As reuniões de apoio complementam os atendimentos psicológicos individuais'', ressalta.
A teleoperadora Maria Izabel Martins, de 51 anos, participa ativamente do processo de recuperação do companheiro Nilson Colomera, 52. Desde a adolescência, Nilson era usuário de álcool e drogas, como maconha e cocaína. ''Já passei por três internamentos psiquiátricos e cumpri cinco anos de condenação por tráfico. A prisão me ajudou na recuperação, mas não conseguia seguir em frente sem a ajuda dela. Hoje, a vida é outra. É maravilhosa'', conta.
Entre brigas e separações, Maria Izabel revela que o mundo das drogas sempre foi, para ela, um universo desconhecido e cheio de mitos. ''Durante muitos anos, lutei sozinha e acabei ficando perdida. Quando passei a participar dos grupos de apoio com ele, reconquistei minha serenidade. Aprendi a lidar com as situações no dia a dia e não carrego mais culpa de nada.''
Em Londrina, diversas entidades filantrópicas ou credenciadas ao Comad atuam no atendimento dos usuários e familiares. Até mesmo em comunidades terapêuticas, onde os dependentes estão internados, as portas são abertas às famílias. No Centro de Recuperação de Dependentes Químicos e Alcóolatras (Credequia), são atendidos 100 homens entre 12 e 65 anos. ''Atendemos também a família porque, nessas situações, se forma uma codependência, em que todos adoecem e precisam de ajuda, até mesmo para recuperar a autoestima'', defende o presidente da entidade, Fábio de Castro.
Serviço: - O Credequia atende pelo fone (43) 3029-9988 ou 9961-6224

mockup