Uma "janela que pode mostrar o futuro
Longe de ser um amontoado de imagens sem sentido, o universo onírico constitui terreno riquíssimo da mente em que se pode tanto resgatar o passado, quanto prever o futuro. É o que sustenta o psicoterapeuta Cláudio Sproesser, há 22 anos trabalhando na área com largo uso da regressão. A técnica, aliás, tem forte relação com os sonhos. ''Na regressão, a pessoa sonha conscientemente. Tanto nessas circunstâncias, quanto no sono normal, o que ocorre é um estado alterado da consciência'', explica.
Durante esse estado, observa o especialista, o cérebro entra numa frequência diferenciada (REM) e tem atividade muito maior do que quando estamos acordados. Livre do senso crítico presente no estado desperto, que funciona como um escudo, a mente é capaz de trazer imagens do futuro, afirma Sproesser. Como exemplo, ele cita o vidente Jucelino Nóbrega da Luz, conhecido por fazer previsões mundiais a partir de seus próprios sonhos e registrá-las em cartório.
''As pessoas acordam 20, 30, até 50 vezes durante o sono, só que não percebem. O Jucelino acorda lúcido e vai anotando os sonhos dele. Ele é capaz de entrar numa frequência tal que pode ver fatos do futuro. Na verdade, todos podem fazer isso'', provoca. Ele compara a habilidade com a intuição: se você acredita nela, diz, vai aumentando seu potencial intuitivo.
O caso de Jucelino não é levantado à toa pelo profissional de Londrina. O vidente já foi objeto de estudo por especialistas em distúrbios do sono, que buscaram entender sua habilidade do ponto de vista neurológico. O que se constatou foi que ele tem uma quantidade de sonhos acima da média - em cerca de 30% do sono, enquanto a maioria sonha de 20% a 25%. (V.N.)





