Natural de Pirassununga (SP), Dionísio Striquer foi uma das personalidades mais influentes de Jataizinho, aonde chegou em 1933 e arrendou a olaria da Companhia Territorial Maxwell S.A., empresa britânica ligada à Companhia de Terras Norte do Paraná. Casado com Maria Judite, com quem teve 12 filhos, dos quais oito mulheres, Dionísio trouxe a família para Jataí em 1935. Permaneceu sozinho no ramo de olaria, fazendo ''telhas batidas a mão'', até 1937 ou 38, quando chega Antônio Vialta, ''um espanhol que produzia tijolos em pequena escala, mas ganhava dinheiro, porque o povoado era pujante'', segundo Albino Striquer.
Falta certificar quando Dionísio implantou a própria cerâmica, na década de 40. Nessa época, foi recebido pelo célebre interventor Manoel Ribas no palácio do governo e protestou contra o rebaixamento de Jataí a distrito de Assaí em 1943.
Com a redemocratização do país após o Estado Novo, Dionísio Striquer é o primeiro prefeito eleito de Jataizinho, em 1947. E volta a ser eleito para o cargo em 1959. Descendente de alemães, falava duro e sinceramente, tinha horror a comunistas e muito apreço pela história de Jataizinho. Na década de 70, um prefeito seu desafeto anunciou que o busto de Frei Timóteo seria mudado para outro lugar na praça. Dionísio não gostou: cobriu o busto com a bandeira brasileira e se postou em frente. Foi preso pela Polícia Federal, que alegou desrespeito a um símbolo nacional. Dioniso Striquer morreu em 1983, aos 86 anos. (W.S.)

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