Uma história que já dura anos: os estragos da chuva no Violin
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de janeiro de 1997
Apolo Theodoro 
Marcos BorgesTempo ruimCrianças na enxurrada do conjunto Violin: entra ano, sai ano e chuva causa mesmas dificuldades
Primeiro ela reclamou com Wilson Moreira. Em vão. Venceu o mandato de Moreira, ela apelou para Antonio Belinati. Nem te ligo. Aí veio o Cheida com o seu governo petista e ela tentou mais uma vez. Inútil. Os vereadores das três legislaturas também foram procurados. Não moveram uma palha. Ontem, deu outra chuva forte no conjunto Violin, a enxurrada fez novamente os estragos de praxe e a dona-de-casa Gessi Clara da Silva, cansada do desprezo das autoridades, apelou para a Folha, ligando para o jornal bem na hora do toró.
Vem ver como está isso aqui. Não sei mais o que fazer, cada vez que chove inunda tudo aqui de lama, conta Gessi. Ela mora na esquina das ruas Martim Pescador e Cambaxira e diz que, além das constantes dores de cabeça com as inundações, a buraqueira que toma conta daquelas ruas é algo de desanimar qualquer cristão. Às vezes a Sanepar vem aí fazer algum serviço e depois deixa os buracos abertos. Nem carro está passando mais aqui.
Mas os tormentos da dona-de-casa e de seus vizinhos não param por aí. A estação de tratamento de esgoto fica bem perto das casas, e o fedor não deixa as narinas da região em paz. E os pernilongos, então? Lá no Violin, ela diz, eles atacam até durante o dia. Aqui, se quiser dormir sossegado, tem que gastar duas latas de veneno por mês, destaca Gessi. Dá até vergonha de morar nesta beirada de brejo.
Por isso ela pede, encarecidamente, que o prefeito Antonio Belinati não ignore, mais uma vez, os sofrimentos daquele povo e mande pelo menos resolver o problema de inundação, que é o mais grave. Na Prefeituraa, não foi possível saber se as inundações do Violin são do conhecimento da Secretaria de Obras e se alguma coisa será feita a respeito: o departamento de Obras e Viação só funciona até 13 horas.


