Uma filha e dois pais
A assistente social Luciana Eny Teixeira e o empresário José Carlos Teodoro Padilha se conheceram ainda adolescentes, mas perderam o contato depois de um tempo. Ela se casou, teve uma filha, ele foi para os Estados Unidos. Alguns anos depois, Luciana se divorciou. Se reencontraram por uma rede social, ele voltou para o Brasil e começaram a namorar. Ele em Curitiba e ela em Londrina.
Nathália Caroline Teixeira Rocha, na época com nove anos, era quem chorava na despedida do namorado da mãe. Algum tempo depois foram todos morar juntos e a menina, hoje com 15 anos, o adotou como pai. ''Ela sempre teve a distinção de quem é o pai e quem é o padastro, mas eles se dão muito bem. Tanto é que, quando ela não faz a lição, conta primeiro para o Téo'', afirma Luciana.
''É melhor ter pais separados do que brigando. Não me incomoda o Téo chamar a minha atenção. Para mim é como se ele fosse o meu pai'', conta a menina, cujo dilema apenas é se dividir entre o pai e o padastro nas festas de final de ano. Luciana explica que como o processo de separação foi muito tranquilo, isso possibilita que a família conviva bem.
Para Teodoro, Nathália supriu sua vontade de ser pai. ''Já pensamos em ter um filho, mas acho que só com ela está muito bom. Ajo com a Nati como se fosse minha filha biológica, até penso um pouco antes de dar bronca, mas chamo a atenção quando é necessário. Eu já tenho um meio-irmão, então para mim é natural a família não ser exatamente aquela de antigamente.'' (E.G)





