Uma esperança para paraplégicos
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quinta-feira, 02 de dezembro de 2010
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Uma pesquisa que está sendo realizada em Curitiba tornou-se uma esperança para pessoas que sofreram trauma na coluna e ficaram com a parte de baixo do corpo paralisada Em um procedimento que está sendo testado no Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, ratos que tiveram lesões provocadas em laboratório têm aplicações de células-tronco e fazem atividade física intensa para que os movimentos sejam recuperados Os resultados são animadores
Segundo a neurologista Katherine Athayde Teixeira de Carvalho, professora e pesquisadora do instituto, e Ricardo Corrêa Cunha, professor de Fisiologia da Universidade Positivo e doutorando em Biotecnologia Aplicada na Saúde de Crianças e Adolescentes nas Faculdades Pequeno Príncipe, o método tem três passos básicos
Em primeiro lugar, os ratos, por meio de um procedimento cirúrgico, sofrem um trauma na coluna, que os deixa com a parte de baixo do corpo paralisada Os passos seguintes são a aplicação de células-tronco retiradas da medula óssea do próprio animal no local da lesão e exercícios intensos, realizados seis dias por semana em água aquecida
Numa escala motora entre zero e 21, em que zero representa paralisia total da parte inferior do corpo e 21 mobilidade normal, após seis semanas os ratos chegaram à média de 17 pontos ''A novidade é a combinação da aplicação de células-tronco e exercícios No mundo todo são feitos experimentos, mas sem associar os dois procedimentos Nós vimos que a combinação dá ótimos resultados'', explica Katherine
Na primeira parte da pesquisa, os testes com os ratos foram feitos dois dias após o trauma Na segunda parte, o procedimento está sendo realizado 14 dias depois, o que, em um ser humano, representaria um tratamento após anos da lesão Essa fase deve ser encerrada em março ''Mas os resultados parciais estão parecidos com os anteriores'', afirma Ricardo Cunha


