Uma das alternativas é a terceirização
A saída para a falta de maquinário, diz o secretário de Agricultura, Nilson Ladeia, tem sido a terceirização das obras de investimento. Ele cita que obras de readequação em 30 quilômetros de estradas rurais nos distritos estão sendo realizadas por uma empresa contratada ao custo de R$ 350 mil. Até o mês que vem outros 30 quilômetros serão arrumados da mesma forma. Carvalho conta que no primeiro ano da atual administração, a prefeitura tentou fazer sozinha todo o trabalho, mas a idéia teve de ser abortada. ''A compra de máquinas é inviável devido ao alto custo. O ideal é o município ter apenas a frota necessária para o trabalho de manutenção.''
O gerente da oficina da prefeitura, Édson Aparecido Ramos, diz que a burocracia atrapalha a aquisição de peças, impede que serviços simples sejam realizados com rapidez. Expostos à ação do tempo, os veículos se deterioram e os problemas se agravam. Além disso, ele reclama também que alguns processos licitatórios terminam em disputas jurídicas. Isso porque empresas perdedoras ingressam com recursos e interrompem o processo. Outro problema citado pelo gerente é que a frota é muito variada. Com a falta de padronização dos modelos dos veículos, as compras também ficam mais difíceis.
Mesmo assim, ele é otimista. Segundo Ramos, devem ser comprados em breve R$ 540 mil em pneus. O estoque é suficiente para nove meses. Outros R$ 200 mil deverão ser gastos na aquisição de peças diversas para reformar a frota. Em 2003, de acordo com o gerente, a oficina consumiu R$ 740 mil apenas com estes dois itens. (F.G.)





