Uma casa sobre aterro, o drama de Eva Rodrigues Eva Rodrigues Cabral, 28 anos, é aparentemente uma privilegiada em meio a tanta carência no Conjunto Rosa Luppi. Porém, a casa de alvenaria que poderia trazer qualidade de vida a esta bóia-fria desempregada tem sido o motivo de seus maiores transtornos. Com rachaduras de até cinco centímetros de diâmetro e teto deslocado devido a fragilidade do terreno, a casa está condenada, segundo ela. ‘‘Nos dias de chuva, vou até a praça com as crianças para mostrar minha situação. Se ficar lá dentro vou acabar morrendo’’, prevê Eva. A área onde a casa foi construída é um aterro onde ficava o lixão municipal. A enxurrada costuma deixar a vista os dejetos enterrados. Nestas ocasiões, sobram moscas, lesmas e cobras, que ameaçam as crianças, principalmente o menino Ezequiel, de 2,5 anos, já mostrando na pele do rosto o ataque maciço dos insetos. A casa sem nenhum saneamento básico é uma das que sofrem com o excesso de fossas no bairro. (L.F.M.)