A viagem a passeio para Buenos Aires, capital argentina, deveria ser fonte apenas de boas lembranças, mas um episódio bem desagradável aconteceu pouco antes de Camila Fernanda de Lima e Silva, 27 anos, pisar em solo argentino. Ela partiu de Londrina através de uma companhia aérea brasileira e fez conexões em Curitiba, Porto Alegre e Assunção, no Paraguai. ''Quando cheguei no aeroporto de Buenos Aires, minha bagagem estava com o lacre de segurança rompido. Abri a mala no mesmo instante e descobri que minhas joias de valor e perfumes haviam sumido. Comuniquei a empresa pela qual tinha viajado e me disseram que não poderiam fazer nada, pois eu não estava em meu país de origem e me orientaram a ligar para um 0800 da companhia'', conta.
Depois de várias tentativas e não conseguir um parecer da empresa, Camila foi para o hotel, pois tinha horários a cumprir. Ao voltar ao Brasil após uma semana, Camila procurou novamente a companhia, que alegou não ser responsável pelo ocorrido. ''Até pensei em procurar o Procon, mas quis evitar todo o processo, pois o que eu queria eles não iriam me devolver, que eram as joias de herança familiar. O valor que estava em jogo era sentimental'', lamenta ela, que agora passou a tomar outras medidas. ''Só levo pertences de valor quando for extremamente necessário e na mala nunca mais, só na bagagem de mão. Além disso, utilizo um serviço que embala e protege as bagagens. Pago a mais, mas fico mais segura'', afirma.
Neste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Procon-SP registraram um aumento significativo de queixas. Em 2009, o serviço de atendimento da Anac recebeu 3.572 manifestações sobre bagagens, sendo a maioria de extravio e furto de objetos contidos nas malas. Só neste primeiro semestre de 2010, a agência já contabilizou quase a mesma quantidade: 3.518, o que equivale a uma média de 500 por mês.
Com essa estatística, o item ''bagagens'', que era o terceiro no ranking de queixas recebidas pela Anac em 2009, subiu agora para segundo, perdendo apenas para as reclamações sobre o atendimento de funcionários públicos e empresas aéreas.
Os atendimentos no Procon também aumentaram. Enquanto em 2009 foram 30, neste ano já somam 42. ''Há quem tenha a mala extraviada e passe dias sem retorno e, como o ressarcimento oferecido pelas empresas costuma ficar aquém do prejuízo, a maioria vai à Justiça pedir reparação'', diz Valéria Cunha, do Procon.
O relatório de 2008 da Sociedade Internacional de Comunicações Aeronáuticas apontou que, no ano anterior, 42 milhões de bagagens haviam sido extraviadas ou danificadas em todo o mundo. Do total, 1,2 milhão - ou uma a cada 2 mil passageiros - jamais foi recuperado. (Com Agência Estado)


FIQUE ATENTO
Ao viajar, procure:
- Buscar sempre referências sobre a empresa prestadora de serviços aéreos
- Ficar atento a todos os pertences que serão embarcados
- Levar objetos de valor e dinheiro na bagagem de mão
- Exigir os direitos de consumidor e buscar órgãos competentes, independentemente do prazo
- Realizar declaração de bens junto à alfândega do local de saída do País, no caso de voos internacionais
O telefone do Procon em Londrina é (43) 3321-0975
Fonte: Procon

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