Avenida Presidente Abraham Lincoln. O nome é tão difícil de se escrever que até a lista telefônica já errou, publicando ''Abrahan Linconl''. Mas, se grafar o nome é difícil, saber onde essa avenida fica é muito mais fácil. Com pouco menos de dois quilômetros, a Abraham Lincoln é a avenida principal do Conjunto Cafezal I, na Zona Sul de Londrina.
É nela que ficam a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Cafezal, a escola municipal Dr. Joaquim Vicente de Castro e a Paróquia Santo Antônio, além de padarias, bares, lanchonetes, cabeleireiros, supermercado, mercearias, oficina mecânica e casa de materiais de construção.
Porém, embora os estabelecimentos comerciais se espalhem por toda a extensão da avenida, a partir de um certo ponto a via se torna predominantemente residencial, bastante arborizada e com um canteiro no meio com direito a bancos e mesas sob as árvores em um certo ponto. O espaço, agradável, atrai não só moradores, mas gente de outras ruas, que vão até o local para jogar baralho e tomar uma cervejinha (há um bar em frente) no final da tarde. ''É bom para o pessoal se divertir um pouco. No domingo aqui fica lotado'', comenta o cozinheiro Celestino Simeão, 32 anos, frequentador assíduo do espaço.
Segundo Geraldina e Valdevino dos Santos, proprietários do bar, foi a prefeitura quem instalou as mesas e bancos. ''Mas nós ajudamos, fizemos o calçamento e plantamos os pingos de ouro para ficar mais bonito'', explicam. Para eles, a cidade precisava de mais espaços bem-cuidados como esse. Já em relação à avenida, a única queixa é a falta de iluminação no trecho final.
Moradora antiga do bairro, a dona-de-casa Irene Galdin Souza, 55 anos, acompanhou o desenvolvimento da avenida desde o começo, e para ela o problema é outro. ''Moro aqui há 27 anos, desde quando entregaram o conjunto. Aqui ultimamente está muito barulhento. E ainda falta muita coisa nesta avenida'', afirma.
O movimento, se para quem mora na via é prejudicial, para quem trabalha é um atrativo a mais. ''A avenida é bem movimentada. No domingo, os jovens se reúnem aqui em frente, ficam ouvindo música. O ponto também é ótimo'', comentam Néia Barros, 30 anos e Gislaine Freitas Nogueira, 21 anos, funcionárias de uma padaria.
Já em relação ao nome da avenida parece haver um consenso. ''Não tenho a menor idéia de quem foi Abraham Lincoln'', foi a resposta dada pela maioria dos entrevistados, que também tiveram dificuldade em soletrar o nome correto. ''Poderia ser o nome de alguém do Brasil, pelo menos'', sugeriu Néia, ao ser informada que Abraham Lincoln foi um presidente norte-americano do século XIX.

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