Além da homenagem ao soldado Luiz Flávio, os estudantes de medicina da UEL também tiveram a oportunidade de ter uma aula sobre o trabalho da Coorporação e os procedimentos de salvamento do Siate. A palestra foi ministrada pelo capitão Wilson Oliveira Paulino.
''Confesso a vocês que eu mesmo já fui contra a presença de civis aqui na coorporação, mas hoje tenho a certeza de que os estudantes da área médica são importantíssimos para nós. Uma vez cheguei com uma vítima a um pronto-socorro lotado e lá encontrei um médico que quando era estudante veio conhecer o nosso trabalho. Ele abriu as portas para receber o paciente porque conhecia a nossa rotina nas ruas'', comentou o capitão.
Atentos a tudo que era dito pelo bombeiro, ao final da aula, os acadêmicos aprovaram a visita. ''Percebemos que os bombeiros fazem o que seria uma obrigação, um trabalho, de maneira muito empolgada. Foi uma oportunidade bacana. Eles nos mostraram que sempre podemos ajudar alguém'', disse Júlia de Stefani Cassiano. ''Não tínhamos idéia de todo esse treinamento que eles recebem'', completou Felipe Morita.
''A Medicina está mudando, os programas de saúde estão mudando. Hoje, em nosso País, o trauma disputa o primeiro lugar no índice de mortes com os casos oncológicos. Isso sem falar nos sequelados. Por isso, é importante a aproximação do curso de Medicina com os bombeiros. Penso que os nossos alunos deviam estar mais presentes aqui. Estamos discutindo sobre a possibilidade de implantarmos isso em nosso currículo. Devemos estimular os estudantes para que posteriormente se dediquem à essa área'', relatou Marcio Almeida, coordenador do curso de Medicina da UEL. (W.S.)

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