Uma ''aula'' diferente e divertida na Expo
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segunda-feira, 10 de abril de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Os leilões de animais movimentam milhões. Os shows musicais atraem milhares de fãs. As palestras técnicas difundem conhecimento entre profissionais do agronegócio. As atrações organizadas pela Sociedade Rural do Paraná (SRP) mantêm a Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina como um dos principais eventos do gênero no País.
Desde ontem, no entanto, o público tornou-se a principal atração. Milhares de crianças de escolas de Londrina e região invadiram o Parque Ney Braga em busca de diversão e informação. Os passeios monitorados fazem parte do programa de visita social, instituído pela SRP.
É a oportunidade para muitos estudantes que não teriam como bancar a tarde de lazer. Aluna da 4 série do Ensino Fundamental, Francine Alves dos Santos, 10 anos, veio pela primeira vez à Expo. E como os colegas de sala da Escola Municipal Nilson Ribas, de Florestópolis (73 km ao norte de Londrina), ela não teria dinheiro para custear o passeio.
''Gostei mais do Trem Fantasma. E gostei também da Fazendinha. É bem melhor do que ir para a escola'', disse. O colega dela, Leonardo Ezídio da Silva, 9, ficou impressionado com o avestruz, animal que desconhecia.
Os avestruzes e as outras atrações da Via Rural, a Fazendinha, atraíram bastante a atenção dos pequenos estudantes. Como, por exemplo, a Trilha da Vida, onde se ensinam noções de ecologia.
No primeiro dia da visita social, estiveram presentes estudantes de 48 escolas. Os organizadores esperam superar o número de 30 mil crianças que participaram no ano passado.
Mas os idosos também têm vez. Grupos da terceira idade podem fazer as visitas gratuitas, desde que sejam programadas. As 50 integrantes da Pastoral Viver Bem, da Paróquia Nossa Senhora das Graças, da Vila Brasil (Área Central), tiveram uma tarde movimentada.
''Tem muita coisa bonita aqui. E a vantagem é que está tudo concentrado num só lugar e dá tempo de ver bastante coisa'', comentou Elza Thomé Frossard, 63. Ela disse ainda que a organização deveria programar atividades extras para as idosas. ''Até um lanche seria bom, mesmo porque muitas não têm condições de comprar. Mas o importante é o passeio''.


