''A epidemia tabagistica é uma realidade'', considera a fisioterapeuta Ana Luiza Oliveira Prado Souza, que coordena a campanha contra o tabagismo no Hospital da Zona Norte. A fumaça do cigarro é uma mistura de aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas diferentes, entre elas a nicotina (que vicia), monóxido de carbono (gera problemas cardiovasculares) e o alcatrão (composto por substâncias cancerigenas).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que um terço da população mundial adulta 1,2 bilhão de pessoas seja fumante. Cerca de 4 milhões delas morrem anualmente vítimas de doenças relacionadas ao cigarro. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 8,4 milhões de mortes anuais por volta do ano 2020.
De acordo com a OMS, o tabagismo é diretamente responsável por 30% das mortes por câncer, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença coronariana, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica e 25% das mortes por doença cerebrovascular. Outras doenças que também estão relacionadas ao uso do cigarro são aneurisma arterial, trombose vascular, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e impotência sexual no homem. Estima-se que, no Brasil, a cada ano, 80 mil pessoas morram precocemente devido às doenças causadas pelo tabagismo, número que não pára de aumentar.
A mulher grávida que fuma, além de correr o risco de abortar, tem uma maior chance de ter filho de baixo peso, menor tamanho e com defeitos congênitos.

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