Londrina - O período de risco também coloca em alerta a 17ª Regional de Saúde, em Londrina. Teresinha de Fátima Sanchez, diretora da unidade, explica que os casos estão sendo monitorados diariamente. "Temos um técnico em cada município para controlar as ações. São agentes de Endemias regionais, orientando as ações, como os arrastões de limpeza na cidade e a criação do comitê de controle de dengue, onde participam técnicos das diversas secretarias. Eles também controlam os casos que passam pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que devem notificar todos os casos suspeitos", explica.
Teresinha avalia que por enquanto a dengue está sob controle na região, mas que é preciso ficar atento. Os municípios de Cambé, Porecatu, Bela Vista, Primeiro de Maio e Florestópolis e Centenário do Sul exigem mais atenção, segundo a diretora, por conta do histórico com a doença. "Nestes é a 17ª que faz o monitoramento dos casos, avaliando diariamente se estão notificando os casos, se as notificações estão compatíveis com o número de infestação, se a infestação é controlada, se o bloqueio dos casos foi feito. Os técnicos passam relatórios semanais, inclusive com detalhes sobre a limpeza das ruas, se choveu ou não", detalha.
O segundo município com mais casos depois de Londrina, Alvorada do Sul, que registrou 25 ocorrências, está recebendo atenção especial, segundo Teresinha. Foram encaminhados oito técnicos da Regional e também estão sendo feitas aplicações de fumacê com dois carros. "Serão realizados oito ciclos no total, já fizemos cinco, além de ações de bloqueio nos locais com casos suspeitos. As ações custarão R$ 80 mil. Nossa preocupação é que o município não conta com hospital", destaca Teresinha. (E.G.)

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