Vanderlei Cordeiro de Lima, paranaense de Cruzeiro do Oeste (Noroeste) é conhecido no mundo todo após ser medalhista de bronze na maratona, nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Ele corria para o ouro quando, no km 36, foi derrubado por um fanático religioso. Retornou à prova e cruzou em terceiro - melhor resultado da história brasileira na prova. Foi aplaudido de pé.
Experiente, hoje Vanderlei cobra investimentos. ''O Paraná sempre foi um grande celeiro de atletas, mas infelizmente não temos uma política de sustentabilidade, para que estes atletas permaneçam no Estado'', lamenta o atleta, que encerrou a carreira na São Silvestre de 2008.
Vanderlei acredita que as características da população do Paraná (miscigenação e influência de culturas europeias em algumas regiões), estimula o surgimento de talentos. ''Aqueles que sobressaem acabam servindo de estímulo para outros.'' Hoje, Vanderlei mora em Maringá e é padrinho do clube BMF/Bovespa/Pão de Açúcar.
A filosofia de atuar na formação e alto rendimento no atletismo encontrou terreno fértil em Londrina. Desde que nomes como Sueli Pereira dos Santos e Claudio Ribeiro surgiram, já vieram muitas conquistas. Eugenio Zaninelli, supervisor do Projeto Londrina Atletismo, opina que a lei de incentivo ao esporte, criada há 10 anos, ajudou e muito. ''A equipe Londrina/FEL/Caixa conta com revelações importantes nas categorias menores e também atletas como Adelly de Oliveira'', ressalta, referindo-se à londrinense de 23 anos que está entre as melhores nos 100 metros com barreiras. Em 11 anos, passaram pela equipe mais de 1,5 mil atletas. (S.L.)

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