Um segundo lar para crianças e adolescentes
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sexta-feira, 07 de março de 2014
Walkiria Vieira<br>Equipe NossoDia 
Arapongas No Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, a reportagem presta uma homenagem a um grupo de mulheres que atua na formação de outras cidadãs: são as damas de caridade, que doam parte de seu tempo para dar esperança a meninas de 7 a 14 anos. Localizada em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina), a Associação das Damas de Caridade da cidade é como um segundo lar para dezenas de adolescentes. É onde encontram proteção, carinho, alimentos e lições para a vida toda.
A entidade foi criada em 1957, pelo então bispo da Diocese de Londrina, dom Geraldo Fernandes, que buscou inspiração em uma associação religiosa francesa que surgiu em 1617. Em Arapongas, a associação sempre foi mantida e administrada por senhoras que, voluntariamente, passaram a prestar serviços de proteção social aos segmentos da população mais carentes.
A atual presidente da entidade é Célia Pinetti Angonese, de 49 anos. "Aprendemos muito aqui e nosso trabalho é também um exemplo para nossos filhos, que cresceram vendo a gente se doando. Tenho uma filha de 16 anos que já veio dar aula de cuidados com as mãos e higiene pessoal e acredito que o tempo é a gente que faz. Doar uma hora do dia, dar uma palavra de atenção com os professores é importante e isso nos deixa realizadas ao final de cada dia", enfatiza.
Vinte e quatro anos atrás, com três filhos para cuidar e trabalhando fora, a contadora Eni Maria Rosa Martelozo, de 68, tornou-se, voluntariamente, uma dama de caridade da associação. "Meus filhos tinham oito, 13 e 15 anos de idade e quando fui convidada por uma amiga, não tive dúvidas de que poderia abraçar essa missão", diz cheia de orgulho. Perto de celebrar bodas de prata, Eni atua hoje como tesoureira. "Nossa maior preocupação é a captação de recursos, pois cada voluntária paga R$ 70 por semestre. São R$ 140 ao ano e, muitas vezes, precisamos tirar dinheiro do bolso pois nosso custo fixo é de R$ 10 mil por mês", afirma.
A proposta da unidade é atender meninas em situação de risco social. "Esse trabalho é feito por uma assistente social que avalia quem mais necessita", explica Eni. A entidade atende no contraturno escolar. Assim que chegam à associação, as meninas almoçam e seguem uma rotina que inclui a realização das tarefas da escola, oficinas socioeducativas, como bordado, tricô e reciclagem. Também recebem aulas de flauta doce, violão e integram o coral Pequenas Damas. Durante o período que ficam na casa, até às 17 horas, aprendem ainda sobre informática, culinária, pintura em tecidos. Na horta, dá para ver que as pequenas também passam por lá, pois as abóboras já estão crescendo vistosas e logo vão para a panela.
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Serviço:
A Associação das Damas de Caridade fica na Rua rua Ave Lira, 186, Arapongas; fone (43) 3252-4200.


