Uma vez posicionados na escada, com o cinto de segurança afivelado na cintura, os competidores estão prontos para dar início à competição. Batizada de rodeio, a disputa em nada tem a ver com cavalos ou bois, mas com a destreza em realizar procedimentos elétricos, priorizando normas de segurança.
É o Rodeio de Eletricistas da Copel, que se repete a cada dois anos. Em Londrina, participaram da etapa regional 36 eletricistas do Norte do Estado, sendo que 16 avançam à fase estadual, que será em Faxinal do Céu, em julho. Durante um dia, eles viraram atletas.
Nem o vento frio nem a garoa, na manhã de ontem, impediram os competidores de mostrar suas habilidades em atividades cotidianas, como abertura de chave e fusível, abertura e fechamento de grampos de linha viva, destreza na utilização da espora em escalar postes e instalação da corda de vida.
''São métodos de proteção contra choques elétricos e quedas'', assinalou o coordenador estadual do evento, José Marcos Kloster, recordando que a competição foi inspirada no Rodeio Internacional de Eletricistas, que acontece nos Estados Unidos há mais de três décadas e reúne, além dos norte-americanos, eletricistas do Canadá, Jamaica e Austrália, e, neste ano, contará com uma equipe brasileira.
''Lá eles priorizam a destreza, aqui se prima pela segurança, além da técnica'', ressaltou Kloster. A etapa regional tem quatro provas e a estadual 12 e que cada regional seleciona 16 eletricistas para a fase estadual, que determina os 12 classificados para o Rodeio Nacional, que neste ano será em novembro, na capital paulista. Para participar, o competidor não pode ter sofrido acidentes nem punição nos últimos dois anos .
As eliminatórias acontecem em Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Curitiba. Para Kloster, no Rodeio ''o eletricista tem a chance de mostrar sua destreza e melhora quase que totalmente a realização do procedimento''.
Especialista
Eleito o melhor eletricista do Paraná na última edição do Rodeio de Eletricistas da Copel, o encarregado de manutenção Sandro Adão Ruhnke tomou para si a função de organizar a etapa regional de Londrina este ano.
Para ele, a competição, além da confraternização, há a habilidade no trabalho, o companheirismo, a segurança e o treinamento. ''Modifica o dia a dia do eletricista, que se torna um especialista'', opinou o coordenador, que iniciou os trabalhos na Copel em Nova Prata do Iguaçu (Sudoeste), há 16 anos.
Novato na profissão, com cinco anos de empresa, o eletricista Thafner José Paulo Badaró veio de Ribeirão do Pinhal (Norte Pioneiro) para participar. ''Quero aprimorar minha técnica. Para mim, o rodeio é um momento de treinar com precisão, já que tenho que ser perfeito nas provas'', descreveu.
''Sou atleta desde criança e tenho este espírito de competição, mas o clima no rodeio é de integração e troca de conhecimento. Serve de motivação'', comentou Badaró.

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