A falta de condições financeiras não é motivo para deixar de treinar beisebol em Londrina. Por meio do Instituto de Educação, Cultura e Esporte (Iece), a Acel desenvolve projeto social que visa atender crianças e adolescentes carentes da região onde fica o clube, entre a Zona Leste e a Zona Sul do município. ''O objetivo é socializar, pelo esporte, crianças e adolescentes em situação de risco'', explicou Pedro Noboru Bando, supervisor técnico do Iece.
Anualmente, são selecionados em escolas municipais da região 25 novos alunos para integrar o projeto. ''Outro objetivo é descobrir talentos. Os destaques são encaminhados para as equipes do clube'', acrescentou. A equipe também participa de competições, o que garante aos atletas a chance de conhecer novos lugares e pessoas diferentes.
Os irmãos Maria Luiza, 16, José Luiz, 14, Raíssa, 11, e Renan, 12, treinam no Iece há dois anos e nem pensam em desistir do esporte. ''Aprendemos a ter disciplina. Em casa, nosso relacionamento melhorou'', contou Maria Luiza. Segundo ela, as brigas entre irmãos foram substituídas por conversas sobre beisebol. ''A gente joga na rua e fala do assunto o tempo inteiro.''
Taylor, 11, passou a treinar quando foi convidado por um amigo e já planeja melhorar a performance para integrar equipes mais competitivas. O garoto afirmou que o esporte provocou transformações no dia a dia. ''Passei a ter disciplina e estou respeitando mais minha mãe. Passei a ajudar bastante nos serviços de casa'', contou.
Marcos Paulo, 14, começou a participar no projeto, passou a jogar na equipe junior e foi ''promovido'' a auxiliar técnico da equipe infantil. Sem experiência na prática de ensinar os mais novos, ele está ansioso com a nova função. ''Acho que vai ser legal'', espera.
Apesar da ascensão, o adolescente não tem planos de se profissionalizar. Afirmou, entretanto, que o esporte trouxe aprendizados importantes para a vida adulta que se aproxima. ''Me tornei uma pessoa mais educada, que sabe se comportar e respeitar os mais velhos.'' (C.A.)

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