Ao longe, a vista surpreende. São milhares de casas e apartamentos agrupados em um só local, no alto da Zona Norte de Londrina. Em junho do ano passado, o sonho de muitas famílias começou a ganhar forma em pouco mais de 40 metros quadrados. Andar pelas ruas do Residencial Vista Bela é encontrar em cada janela uma história. Os relatos de famílias que ainda estão se adaptando são inúmeros e singulares. Muitos se arriscam a dizer que a vida tem melhorado. Porém, há aqueles que mesmo com uma casa de alvenaria e um endereço fixo, não esquecem a vida ''deixada'' no fundo de vale e até sentem saudade, revelando dificuldade para se encaixar ao novo estilo de moradia.
Um exemplo é Cosma Maria da Silva, 52 anos, que há um ano deixou um barraco feito de tábuas no Jardim Marabá (Zona Leste) para viver no Vista Bela com o marido, duas filhas e três netas. ''Eu gostava de onde morava porque eu podia criar meus bichinhos e vivia tranquila. Se pudesse, voltava para lá'', supreende.
A renda familiar é quase toda proveniente do Bolsa Família. Por enquanto, Cosma e o marido estão desempregados e por isso as contas fixas também entram na lista de dificuldades. ''Todo mês tenho conta de água, luz e a prestação da casa. Vou ter que começar a vender umas galinhas'', contabiliza ela, que no quintal de casa já providenciou um galinheiro e uma horta, além de criar cachorros e até uma pata.


Leia reportagem completa dos repórteres Marcos Roman e Micaela Orikasa exclusiva para assinantes da FOLHA.


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