Pichações em monumentos, praças, muros e em casas de Londrina demonstram que o combate ao problema ainda é falho. Entre os locais atingidos recentemente estão os objetos ornamentais de concreto na Avenida Ayrton Senna, a praça Rocha Pombo, as paredes do Centro Cultural na Avenida Saul Elkind e do Moringão, o Monumento aos Pioneiros e a Concha Acústica. Recentemente, jovens foram detidos pichando uma agência bancária no centro.

Há menos de um mês o muro do imóvel de Jorge Matsuda, na Rua Jorge Velho (região central), foi pichado. O ato provocou um sentimento de indignação e de inconformismo. ''Acho uma falta de respeito e fico decepcionado com esses atos de vandalismo'', declarou. ''Eu não entendo essa adolescência. Se eu tivesse flagrado eu chamaria a polícia e exigiria que a família pagasse pela repintura.''

O professor de Psicologia Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL), João Batista Martins, realizou uma pesquisa e registrou cerca de 500 fotografias dessas inscrições, além de observar as pichações mais recentes. Segundo ele, além da adrenalina provocada por estar transgredindo uma lei, essas pichações servem como uma válvula de escape para os jovens. ''Eles podem estar em situação violenta ou vivendo dramas em relação à sua identidade ou mesmo se rebelando contra uma sociedade que exclui'', afirmou.

Leia a reportagem completa de Vítor Ogawa em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

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