Um problema de difícil combate
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quinta-feira, 08 de novembro de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
Pichações em monumentos, praças, muros e em casas de Londrina demonstram que o combate ao problema ainda é falho. Entre os locais atingidos recentemente estão os objetos ornamentais de concreto na Avenida Ayrton Senna, a praça Rocha Pombo, as paredes do Centro Cultural na Avenida Saul Elkind e do Moringão, o Monumento aos Pioneiros e a Concha Acústica. Recentemente, jovens foram detidos pichando uma agência bancária no centro.
Há menos de um mês o muro do imóvel de Jorge Matsuda, na Rua Jorge Velho (região central), foi pichado. O ato provocou um sentimento de indignação e de inconformismo. ''Acho uma falta de respeito e fico decepcionado com esses atos de vandalismo'', declarou. ''Eu não entendo essa adolescência. Se eu tivesse flagrado eu chamaria a polícia e exigiria que a família pagasse pela repintura.''
O professor de Psicologia Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL), João Batista Martins, realizou uma pesquisa e registrou cerca de 500 fotografias dessas inscrições, além de observar as pichações mais recentes. Segundo ele, além da adrenalina provocada por estar transgredindo uma lei, essas pichações servem como uma válvula de escape para os jovens. ''Eles podem estar em situação violenta ou vivendo dramas em relação à sua identidade ou mesmo se rebelando contra uma sociedade que exclui'', afirmou.
O professor expôs que pelo fato de a pichação não ser autorizada, ganha visibilidade e notoriedade. ''O pichador transforma uma parede que não era sua em 'seu espaço', modificando a paisagem urbana'', argumentou. Segundo ele, não há como deter esse tipo de atitude. Martins ressaltou que essas marcas espalhadas pela cidade são como um rito de passagem do adolescente e que logo esses pichadores deixam de atuar.
Sobre as ocorrências mais recentes ele observou que geralmente a assinatura inclui siglas das regiões às quais pertencem, como ZL ou ZN em referência à zona leste e zona norte. Do ponto de vista social, o professor destacou que a situação de Londrina ainda não é tão grave.


