"O rápido pode ser mais demorado do que parece", resumiu o promotor de vendas Everton dos Santos, de 25 anos. Internado na Santa Casa de Londrina há uma semana, o paciente esteve na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por dois dias e passou por duas cirurgias. Ele teve o fêmur quebrado em um acidente de trânsito na zona norte de Londrina.
Everton e um grupo de amigos estavam na casa de um deles em uma confraternização. O grupo se reuniu para comer pizzas e colocar a conversa em dia. "Teve umas cervejinhas também", confessou. Depois do encontro, na madrugada de quarta-feira (dia 27), ele e o engenheiro de áudio Nathan de Souza, de 28 anos, voltavam de carona quando o carro em que eles estavam bateu contra um poste. "Bati a cabeça no vidro da frente. Saí do carro, liguei para um amigo médico e desmaiei em seguida. Acordei no hospital", afirmou Everton. "Eu abri a porta, vi que não conseguia levantar e fui me arrastando até sair do carro", disse Nathan.
O motorista, que usava cinto de segurança, sofreu apenas ferimentos leves, foi levado ao hospital e liberado horas depois. Everton e Nathan que dividiam, sem cinto de segurança, o banco do passageiro da pequena picape passaram também a dividir o mesmo quarto do hospital.
Nathan fraturou a bacia e um dos dedos da mão esquerda. O jovem também passou por duas cirurgias e se prepara para um novo procedimento que será realizado amanhã. Os dois esperam receber alta até o final dessa semana. "Quero passar o Dia das Mães em casa", disse Everton esperançoso.
Para Nathan, os amigos foram vencidos pelo cansaço. "Acho que ele dormiu ao volante e não conseguiu fazer a curva. Eu mesmo cochilei no carro", defendeu. Apesar do bom humor da dupla internada na Santa Casa, as dores persistem. Alguns pequenos cacos de vidro continuam na cabeça de Everton.
A recuperação será lenta, segundo os médicos. Everton terá que ficar três meses sem apoiar um dos pés no chão. Após esse período, a recuperação dependerá dos resultados das sessões de fisioterapia. Nathan, que mora sozinho, pretende retornar para a casa da mãe em Campo Mourão (Noroeste). "Vai de seis meses a um ano até eu me recuperar, mas tenho que voltar a trabalhar no mês que vem. Não sei ainda como vou fazer", afirmou. "No fim, tudo vira aprendizado e a gente precisa ficar atento no trânsito", alertou.

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