Um poste no meio do caminho
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de dezembro de 2012
Fernanda Carreira <br> <br> Reportagem Local 
A cena é de assustar. Em questão de segundos um caminhão baú passa e arrebenta o cabo de telefonia entre dois postes, fazendo com que o fio quase acerte o rosto de um motociclista que vinha logo atrás. O flagrante foi visto pela reportagem da FOLHA na manhã de ontem na Rua Francisco de Melo Palheta, no Parque Residencial Café (zona norte). O incidente já era esperado por moradores do bairro que, há mais de um ano, alertam para o perigo da presença de um poste bem no meio do rua, desde a conclusão da alteração viária para a construção da transposição do Ribeirão Lindóia.
O funileiro Célio Leite, morador do bairro, revela que já perdeu as contas de quantas vezes teve que desviar do poste para não se machucar, a bordo da bicicleta utilizada para ir até o trabalho todos os dias. ''Aqui, se você não conhece bem a rua ou não presta atenção pode acabar, literalmente, dando de cara com o poste sem muito esforço'', conta o ciclista, questionando a falta de planejamento para a execução da obra. ''Como um engenheiro desenvolve o projeto, executa e não considera a presença de um poste bem no meio da rua?''
Cansados de esperar pela retirada do obstáculo e preocupados com a possibilidade de que ocorresse algum acidente, principalmente à noite, os vizinhos improvisaram barreiras com pedra e cones no entorno do poste. O auxiliar de enfermagem Arnaldo de Araújo, que mora a alguns metros do local, foi um dos moradores que tiveram a iniciativa. ''Aqui é uma descida, os carros e motos passam numa velocidade muito alta e à noite fica praticamente impossível de alguém ver o poste. Já que a prefeitura não fez nada, a gente achou melhor prevenir'', afirma o morador.
A assessoria da Copel informou que, apesar do poste localizado no meio da rua ser da Companhia, a alteração viária no trecho é de responsabilidade da prefeitura. Portanto, também também cabe à administração municipal a retirada do poste. A companhia teria enviado o orçamento solicitado pela Secretaria de Obras para retirada do poste no dia 23 de novembro, mas até o momento não obteve retorno da administração.
De acordo com o gerente de projetos e obras da Copel, engenheiro Sergio Fujita, com o rompimento do cabo de telefonia entre os postes, existe o risco de que um deles caia a qualquer momento, ferindo um motociclista, motorista ou mesmo um pedestre.
O gerente de iluminação pública da secretaria de Obras de Londrina, Cassiano Germanovix, afirmou que o poste só poderá ser retirado mediante a realização de uma licitação, Indagado sobre a data que o processo licitatório poderia ser realizado, disse que somente o secretário Ossamu Kaminagakura poderia responder. A reportagem tentou, várias vezes, falar com o secretário, mas ele não atendeu as ligações.


