Um pé-vermelho otimista
Ele nasceu em Santo André (SP), mas viveu boa parte de sua vida em Londrina, por isso se considera um pé-vermelho de coração. O engenheiro agrônomo Nilson Medina tinha um emprego estável em uma multinacional de defensivos agrícolas, quando decidiu pedir as contas, deixar o Norte do Paraná e ir se aventurar em terras bolivianas, em 1992.
Com espírito empreendedor, a intenção era se tornar vendedor de agroquímicos no país vizinho. Também nutria o sonho de, um dia, comprar um pedaço de terra. Hoje, Medina é dono de 17 mil hectares na Bolívia e se considera um empresário da agroindústria. Diversificou os negócios. Além da soja - que ainda é o carro-chefe - tem gado, cana, trigo.
Já naturalizado boliviano, é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Bolívia e um dos diretores da Anapo. Não deixa de se pronunciar sobre as questões políticas do país e se mostra otimista em relação ao futuro da política de terras na Bolívia.
''Sou otimista. Acredito que logo haverá uma estabilização. Eu não sou do partido do presidente, mas concordo com ele que os pobres têm que melhorar de vida. Confesso que tenho medo de que, devido ao forte conteúdo ideológico da nova Constituição, possa acontecer uma anarquia, mas, por outro lado, estamos sob os olhos da comunidade internacional. O que nós queremos e devemos fazer é continuar contribuindo com tecnologia e construindo acordos entre Brasil e Bolívia para que esse país continue se desenvolvendo'', afirma. (W.S.)





