Que tal um programa divertido, educativo e completamente gratuito para o fim de semana? Se você está duvidando que tal coisa existe, é porque ainda não foi ao Museu Histórico Padre Carlos Weiss, que funciona na antiga Estação Ferroviária de Londrina. A principal atração é a mostra ''O povo que fez e faz Londrina - Exposição 70 Anos'', que conta a história do município através das diferentes etnias que construíram a cidade. A exposição, que é temporária, foi instalada em maio de 2004 com diversos objetos emprestados por famílias representantes de 31 nacionalidades entre os 4746 compradores de lotes da Companhia de Terras do Norte do Paraná.
É possível imaginar a rotina dos pioneiros alemães, austríacos e suiços, que trouxeram cadeiras de balanço e até relógio de parede para decorar os novos lares. As almofadas bordadas e as pessankas coloridas atestam a presença dos russos e poloneses que adotaram o Patrimônio Heimtal. Os italianos, que vieram animados com o cultivo do café, não abriam mão da diversão: sapatos de mulher em bom estado, xales, vestido de festa com bolsa combinando e a velha sanfona mostram que além do trabalho havia disposição para muita festa. Há ainda objetos japoneses, sementes e temperos árabes e tamancos da Holanda para ilustrar o relato da colonização feito nos painéis.
Na outra ala do museu, a exposição é permanente e conta a mesma história mas a ótica é o trabalho. Há réplicas de um autêntico armazém de secos e molhados, com defumados pendurados em cima do balcão e uma velha caixa registradora, e também de um 'rancho de palmito', onde os primeiros habitantes de Londrina moravam. Curiosidades como a primeira Central Telefônica, calculadoras do século passado e uma cadeira de dentista de meter medo! A do barbeiro, no entanto, além de luxuosa, está bem conservada.
Relíquias como uma bomba de abastecimento com capacidade para 45 litros de gasolina, usada pela Viação Garcia na década de 30, fazem a gente imaginar a velocidade dos veículos daqueles tempos. Para as crianças, uma mostra de bonecas, carrinhos, navios e até um robô.
Como a cidade ainda é nova, a história é bem contemporânea e os personagens podem até ter o gostinho de se contemplar nas paredes do museu. Prestando atenção, é possível se achar, ou a alguém da família, na turma do Jubileu de Prata do Colégio Vicente Rijo (1946/1971) ou entre os alunos do Mãe de Deus, em 1945, quando ainda havia meninos na escola.

Serviço:
Museu Histórico Padre Carlos Weiss
Rua Benjamin Constant, 900 - fone 3323-0082
Horário de funcionamento:
De 2 a 6 das 9 às 11h30 e das 14h30 às 17h30
Sábados e domingos das 9 às 11h30m e das 13 às 17

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