Um Pare por melhorias na sinalização viária
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quinta-feira, 30 de junho de 2016
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
Moradores do Conjunto Ruy Virmond Carnascialli, na zona oeste de Londrina, começaram uma espécie de mutirão para revitalizar a sinalização horizontal nas ruas do bairro. Ontem pela manhã, com uma lata de tinta e pinceis eles reforçaram a pintura de "Pare" no cruzamento das ruas Harmonia e Esperança.
A intenção é reforçar a pintura onde está apagada e refazer nos locais onde, por causa da ação do tempo, não há mais sinalização. "Faz uns três anos que solicitamos melhorias no bairro e ninguém faz nada. O bairro está abandonado. As placas estão apagadas, as ruas esburacadas e a sinalização no chão não existe mais", reclamou o comerciante Eduardo Francischini.
Ele contou que gastou R$ 30 na compra da lata de tinta e acredita que vai dar para fazer a pintura de várias vias. "A gente paga caro o imposto e fica jogado aqui", desabafou. A Rua Harmonia é uma das principais do bairro e tem um grande fluxo de veículos, assim como a Esperança. "O pessoal desce a Esperança muito rápido. Nem sei como ainda não deu um acidente grave aqui", comentou.
Além de garantir a segurança o trânsito, os moradores esperam que a iniciativa chame a atenção do poder público. Eles sugerem, inclusive, que se a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), responsável pela manutenção da sinalização viária, não puder fazer o trabalho, que forneça o material que eles fazem. "É rapidinho", afirmou Francischini.
Uma iniciativa parecida já havia sido feita no Conjunto Mister Thomas (zona leste). Há cerca de quatro meses, um "Pare" foi escrito no cruzamento das ruas Almenio Correia Lemos Neto com a Antonia Martins de Oliveira. Nas redondezas ninguém sabe quem foi o autor.
"Apareceu de repente", disse a dona de casa Andreia Correia. Ela concorda com a necessidade da sinalização, mas não considera certo que alguém faça a pintura por conta. "A Prefeitura que devia fazer isto", disse.
A dona de casa Elza Maria de Melo, que mora na esquina das duas ruas, conta que havia uma placa no local, mas ela quebrou há uns três anos depois de uma batida e nunca mais foi reposta. "Tem muito movimento de crianças aqui na rua e os carros passam muito rápido. É perigoso até estacionar aqui", reclamou.
SEM REGISTRO
A CMTU, por meio da assessoria de imprensa, informou que não tem registro de pedidos para manutenção da sinalização viária nos dois locais. Também informou que a população não pode fazer a sinalização por conta própria.
Os projetos de sinalização dos bairros é feito pelo Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), mas a implementação fica por conta da CMTU. De acordo com a gerente de projetos de sinalização viária e controle de tráfego do Ippul, Cristiane Biazzono, quando é realizado o projeto são levadas em consideração todas as vias preferenciais e secundárias que precisam de sinalização.
No Conjunto Mister Thomas, por exemplo, este projeto foi feito em 1999 e de lá para cá não foi necessária nenhuma atualização. "Nas redondezas ainda existem chácaras sem parcelamento e, quando houver um novo empreendimento, pela legislação atual, o loteador terá que entregar o loteamento sinalizado. Fazemos a revisão caso seja implantado um equipamento público que exija um tratamento específico. Caso contrário, a CMTU é que faz a manutenção das placas e recuperação da sinalização vertical", explicou a gerente.


