A operadora de telemarketing Rosana Neris estudou dos dois aos 13 anos no Centro de Educação Infantil Pindorama, no Jardim Pindorama (Zona Leste de Londrina). Hoje, aos 28 anos, mãe de duas garotinhas, ela resolveu retribuir o carinho e atenção recebidos durante o tempo que freqüentou a creche, ajudando na organização de uma festa de Natal para as crianças.
  Como ela, a filha Mariana, 9, já estudou na Creche Pindorama e agora a pequena Mel, de apenas um ano, também freqüenta a instituição, mantida com apoio do Núcleo Social Evangélico (Nuselon) e da Sercomtel. ‘‘Desde quando eu estudava lá a gente tinha festa de fim de ano, mas era uma dificuldade. Hoje tenho prazer em poder ajudar’’, contou Rosana.
  Anteontem, as 125 crianças assistidas pela creche receberam a visita do Papai Noel e ganharam brinquedos, além de roupas, calçados e um lanche recheado de pastel, cachorro quente e refrigerante. Foi uma euforia só.
  Lucas, João Vitor, Kamila e Kelen, todos com cinco anos, devem ir para escola no ano que vem. Para comemorar o fim das aulas na creche, comeram sanduíches e agradeceram, com um radiante sorriso no rosto, o presente entregue pelo bom velhinho.
  ‘‘Eu quero uma bola, um carro, uma roupa e um tênis’’, disse Lucas. Já João Vitor preferiu um carrinho de controle remoto. Kamila foi mais esperta e pediu logo um computador. Kelen, toda tímida, afirmou ter pedido uma boneca ao Papai Noel.
  Quando o Papai Noel perguntou para as crianças se elas foram boazinhas este ano e se mereciam o presente, todas foram enfáticas e gritaram um alto sim para todo mundo ouvir.
  Sessenta e cinco crianças foram apadrinhadas por funcionários da FOLHA, que compraram roupas, sapatos e brinquedos novos. Outra empresa também doou doces e brinquedos, de acordo com a idade de cada um. Para as meninas, um rádio da Hello Kitty, um telefoninho e um cachorrinho que estica e puxa e para os meninos, carrinhos e caminhõezinhos.
  Mesmo não tendo ganhado exatamente o que pediram ao Papai Noel, ainda, as crianças eram só alegria. ‘‘Vim aqui para brincar com meus amiguinhos’’, resumiu Kelen.
  ‘‘Quero ficar na creche, aqui a gente faz atividade, brinca’’, comentou Kamila. João Vitor também gosta de ir para a creche, mas ‘‘para estudar’’, como declarou. Já Lucas prefere mesmo jogar bola.
  Segundo a diretora do centro de educação, Denise Natalina de Oliveira, a creche funciona há 17 anos e foi reformada em 2001. ‘‘Mas o centro de educação já funcionava com o apoio do Nuselon desde 1978’’, relembra. Lá, sete professoras atendem crianças de quatro meses a cinco anos dos jardins Pindorama, Santa Fé e Marabá.
  ‘‘Os pais ajudaram com o lanche e os padrinhos com os brinquedos. A creche completou com o que faltava para fazer um fim de ano mais feliz para as crianças’’, completou a diretora.

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