Papéis picados, água e cola. Se para alguns essa mistura não significa muita coisa, para duas irmãs é a chave que permite juntar trabalho, realização e diversão. Liliane Santiago é formada em Desenho Industrial e Simone Santiago é artista plástica. Juntas decidiram unir as habilidades e criar bonecos de papel machê.
A proposta de iniciar esse tipo de artesanato partiu de Simone, que gosta de fazer ilustrações e já desenhou vários personagens. ''Tive a ideia de tirar esses desenhos do papel e fazê-los de uma forma tridimensional. Aí entra a minha irmã, responsável pela criação da estrutura das peças'', disse.
Escolheram o papel machê por ser um artesanato diferente e pelo desafio que ele proporciona. ''Buscamos várias receitas de massa, fizemos algumas modificações e chegamos ao que hoje consideramos o ideal'', acrescentou.
Quem lida com a criatividade sabe que qualquer tipo de limitação ''amarra'' as ideias. Simone e Liliane trabalham em um ateliê improvisado na casa de uma delas. O espaço é pouco, mas suficiente para deixar a imaginação fluir. ''Não me imagino em um escritório fechado. Na época da faculdade até fiz alguns estágios mas acho que não conseguiria ficar por muito tempo'', disse Liliane.
Da produção da massa à última pincelada, a criação dos bonecos é completamente artesanal e todos surgem a partir de uma história. ''Primeiro fazemos a história com o personagem. Depois pensamos nos materiais que serão usados'', explicou. Conforme ela, o próximo passo é a montagem da estrutura, que posteriormente é coberta por pedacinhos de papel picado (papietagem) e então é feita a modelagem com a massa de papel machê. ''Depois colocamos a peça para secar - e dependemos do tempo bom para isso. A pintura e os acabamentos só vêm no final'', definiu.
As irmãs iniciaram a atividade há dois anos e meio e de lá para cá fizeram algumas exposições, deram alguns cursos e têm novos projetos. ''Já estamos com duas mostras programadas para este ano'', comentou Simone. Alguns bonecos são comercializados e podem inclusive ser feitos sob encomenda, com as características do cliente.
A veia artística, garantem, é de família. ''Nosso pai toca diversos instrumentos musicais sem nunca ter feito nenhuma aula e nosso irmão mais novo, de 10 anos, está se interessando pelo papel machê'', lembraram. Para elas, o reconhecimento e apoio da família é fundamental. ''É muito gostoso por que quando tem exposição todos participam'', disse Liliane.
Serviço - Contato com as artesãs pelo e-mail [email protected]

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