Um mês depois, Luana continua desaparecida
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2003
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Porecatu A pouco menos de uma semana do Natal, a família da pequena Luana Oliveira Lopes, de 8 anos, sequestrada há um mês no município de Florestópolis (73 km ao norte de Londrina) não tem motivo para comemorar. Até agora, a polícia ainda não conseguiu nenhuma informação sobre o sequestrador ou o paradeiro da menina. Mas, pela primeira vez, admite que o crime por ter sido praticado por alguém da região.
''Acredito que pessoas das proximidades possam ter visto o sequestrador ou o caminhão utilizado por ele, mas não denunciam por medo. A região é pequena e tem só uma rodovia principal; acho muito difícil que ninguém tenha pista alguma para dar à polícia'', afirmou a delegada titular do Serviço de Investigação à Criança Desaparecida (Sicride), Márcia Tavares dos Santos, que, juntamente com a Polícia Civil de Porecatu (85 km ao norte de Londrina), cuida do caso.
De acordo com ela, o ''Caso Luana'' é tido hoje como prioridade no serviço, que investiga atualmente o desaparecimento de outras 14 crianças em todo o Paraná. O Sicride adotou vários procedimentos na investigação, entre eles o rastreador de metais para localizar a faca perdida pelo sequestrador quando perseguia o irmão de Luana, Diego, 10. Agredido pelo homem, o menino foi abandonado em um matagal e forneceu detalhes da ação durante um exame de hipnose no Instituto de Criminalística de Curitiba. O objeto não foi encontrado.
Segundo a delegada são poucas informações que têm chegam e há muitos caminhões-baú semelhantes ao usado pelo rapaz. ''Se a população não contribuir com informações anônimas, amanhã podem haver outras vítimas como Luana.''.
Segundo o investigador Dalfredo Scaff Filho, da Delegacia de Porecatu, no fim da tarde de ontem, houve um telefonema da funcionária de um posto de gasolina de Londrina sobre um motorista com as características do sequestrador. ''Pelo que confirmamos com a Civil de Londrina, cinco pessoas delataram que esse rapaz flagrado em prática de orgia no baú de seu caminhão seria muito parecido com o procurado. A placa do veículo já foi anotada e repassada ao Sicride'', adiantou. O suspeito foi liberado por não ter passagens pela polícia.
As fotos com os dados e outras descrições de Luana foram enviadas de Curitiba para o site do Ministério da Justiça, de onde o alerta é repassado para todos os Estados do Brasil. ''Os policiais trabalham com a hipótese de que a menina não saiu do Paraná. E, sim: apesar do tempo, achamos que ela ainda está viva'', observou a delegada.


