Um lugar para o lixo hospitalar
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sábado, 11 de março de 2006
Fábio Cavazotti<br> Reportagem Local 
Representantes da área médica hospitais, farmácias e clínicas médicas, veterinárias, odontológicas apresentaram ontem à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Ministério Público (MP) um cronograma de ações para o tratamento e destinação de resíduos sólidos da saúde. As medidas, sob coordenação do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Saúde e Ecologia (Indese), entidade que congrega os diversos estabelecimentos, visam evitar o despejo do lixo hospitalar no aterro sanitário a partir do dia 31 de março atendendo determinação do MP. A obrigatoriedade de tratar e dar o destino final aos próprios resíduos foi determinada por resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), e deveria ter entrado em vigor em junho de 2005.
Inicialmente, os estabelecimentos locais irão contratar uma empresa terceirizada, provavelmente o Centro de Tratamento de resíduos (CTR), de Maringá, para a coleta e tratamento do lixo. Mais tarde, deve ser montada uma central de tratamento em Londrina com a participação de todas as entidades.
A promotora de Defesa do Meio Ambiente, Solange Vicentin, considerou positiva a proposta. ''Em primeiro lugar, eles não pediram nova dilação de prazo para evitar o despejo do lixo hospitalar no lixão, o que não seria aceito. Além disso, considero positiva a idéia de integrar a destinação de resíduos com outras atividades econômicas''.
Os representantes da saúde abriram negociação com representantes da construção civil e indústrias para gerenciar os resíduos de forma conjunta. ''Assim, ao invés de termos um aterro para resíduos da saúde, outro para a indústria, e assim por diante, teríamos um só local segmentado para todas as atividades. Acho excelente a idéia''.
O presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde de Londrina (Sinheslor), Fahd Hadad, estima que são gerados 2 mil quilos de lixo hospitalar diariamente na cidade. O custo para os estabelecimentos fica em torno de R$ 1,30 por quilo. Clínicas médicas e odontológicas deverão gastar aproximadamente R$ 25 por mês, em média, de acordo com o presidente do Indese, Aparecido José Andrade.


