Um jeito interativo de ensinar
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quinta-feira, 01 de novembro de 2007
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
Para muita gente, a filosofia não passa de algo abstrato, complexo. Para outros, a frase ''a filosofia é o melhor remédio para a mente'', atribuída ao filósofo Marco Túlio Cícero, que nasceu no ano 106 a.C, é mais do que atual e verdadeira, podendo, até mesmo, servir como instrumento de mudança no modo de ensino.
Neste contexto, levar a filosofia para a rotina de estudos das crianças dos quatro primeiros anos do ensino fundamental é a idéia da professora Fernanda Carolina Vaz. Adepta do modelo pragmatista, ela tem o ideal de oferecer aos pequenos estudantes a chance de ter contato com um novo jeito de aprender, baseado no diálogo, que passa a ser visto como meio de formação da teoria e transmissão dos fundamentos de todas as disciplinas.
''O ensino pragmatista é diferente do tradicional, pois o professor se torna um orientador dentro da sala de aula. O diálogo e a interação propiciam ao aluno raciocinar de acordo com a disciplina. A filosofia é a base, ajudando a desenvolver o sentido lógico e cognitivo'', explica Fernanda.
Os conceitos propostos por ela são oriundos do trabalho do filósofo Matthew Lipman, que iniciou suas experiências de ensino de filosofia para crianças na década de 1950, nos Estados Unidos. Para ele, aprendizes nada mais são do que ''aqueles que permitem a si próprios serem apresentados para o que é desconhecido para torná-lo conhecido.''
''O Lipman propôs histórias com conteúdo filosófico, mas que fazem parte da rotina das crianças'', ressalta Fernanda, com os livros do mestre nas mãos.
Cursando mestrado em educação escolar na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e já conhecedora de um projeto de ensino de filosofia para as crianças na cidade de Marília (SP), onde graduou-se em filosofia, ela garante que os resultados do método pragmático são surpreendentes.
''No modelo pragmático, a primeira coisa é fazer com que todos tenham voz. A criança aprende a perguntar, questionar. Logo, o aluno perde o medo de falar'', comenta. Agora, o ideal da filósofa é ter a oportunidade de implantar o novo método de ensino em Londrina.


