Um grande presente natalino
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terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Mamão com banana, pera, suco de beterraba com cenoura, além de muito leite. Esses são os alimentos preferidos da pequena Isadora, aos sete meses de idade. Tudo muito normal para um bebê, mas uma grande vitória para quem nasceu com 30 semanas de gestação, 31 centímetros e apenas 810 gramas.
''Hoje ela já está com 60 centímetros e pesa 5,29 quilos'', comemora a mãe, a enfermeira Luciane Aparecida Romão Oliveira, moradora de Florestópolis (Norte). Depois de uma gravidez planejada e correndo tudo bem, aos sete meses de gestação ela começou a ter problemas com pressão alta. Durante uma consulta de rotina foi observado que os batimentos do coração do bebê estavam desacelerando e foi realizada uma cesárea de emergência.
''Foi uma loucura, os enfermeiros colocando a sonda, o soro e eu tentando avisar a minha mãe e o meu marido'', conta Luciane. A preocupação foi como Isadora viria ao mundo, dez semanas antes do previsto. Depois do nascimento, o bebê precisou ficar dois meses no hospital. ''Foi um período bem difícil, eu não podia ficar com ela o tempo todo, porque é uma UTI. Então eu saía cedinho de casa, ia até Londrina e voltava à noite.'' Isadora foi um dos personagens da reportagem ''A luta dos bebês prematuros pela vida'', publicada em maio deste ano.
Ao atingir um quilo, Isadora já pôde mamar no peito, motivo de grande felicidade para Luciane, que sempre se empenhou em oferecer o leite materno. ''Eu tinha medo que o leite secasse, porque não tinha o estímulo do bebê mamando, mas deu tudo certo'', diz. Mesmo com todo o empenho da equipe médica e dos pais, Luciane conta que Isadora demorou a ganhar peso. Finalmente, dois meses após o nascimento Isadora atingiu 1,8 quilo e mãe e filha puderam ir juntas para casa.
Para a avó materna, Luzia Martins Teodoro Romão, que acompanhou o bebê atá UTI logo após o nascimento, ver a neta saudável é uma vitória. ''Muitos diziam para a minha filha que ela não deveria fazer o chá de bebê, porque a Isadora era muito frágil. Agora ela está aí, é o nosso presente de Deus'', comenta.
Como todo bebê descobrindo o mundo, Isadora gosta de pegar os próprios pés e leva qualquer coisa à boca. Ainda não consegue sentar sozinha, mas é muito esperta e presta atenção a tudo. ''Ela continua sendo acompanhada no Hospital de Clínicas da UEL, mas é muito saudável. Pela idade corrigida, como os médicos dizem, ela está com cinco meses e o seu desenvolvimento é normal. Outro dia ela teve gripe, mas nada fora do comum'', afirma Luciane, que agora está empenhada em arrumar uma babá para cuidar da filha, depois que voltar ao trabalho em janeiro. Funcionária pública, ela agradece por ter tido além dos seis meses de licença-maternidade, mais dois, para cuidar do bebê.
Como Isadora é o primeira filha do casal, este será um Natal diferente para a família, que a considera como o grande presente natalino. ''Foi um período atribulado para nós. Eu terminei a faculdade, fiquei grávida, passei em um concurso, ela nasceu prematura e eu ganhei uma pós-graduação, que estou terminando. Depois de tudo isso quero que o próximo ano seja mais tranquilo e o nosso maior desejo é que todos tenham muita saúde. Não posso também deixar de desejar um ótimo Natal e agradecer a toda a equipe do HU, que cuidou tão bem da minha filha'', finaliza Luciane, ao lado o marido Marcos Paulo.


