Um grande passo para o pequeno Pedro
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Marian Trigueiros<BR>Reportagem Local 
Depois de quase dois anos em casa, o garoto Pedro Henrique Biscaia, 6 anos, vai literalmente colocar os pés na rua. Esse dia, tão esperado, acontecerá em 1º de janeiro. Data melhor não poderia ser, afinal trata-se de uma nova etapa na vida do garoto, dos pais e dos irmãos.
Pedro Henrique nasceu em agosto de 2003 com problemas cardíacos e foi submetido a uma complicada cirurgia. Durante o procedimento apresentou insuficiência respiratória, resultando em problemas neurológicos e, consequentemente, paralisia diafragmática.
Desde então, o menino depende de um respirador para viver. Ficou durante quatro anos e meio na UTI de um hospital e, em fevereiro de 2008, pôde, enfim, ir para casa, onde recebe o suporte de uma UTI domiciliar.
''Estou muito ansiosa por esse dia. As poucas vezes que ele saiu de casa foi para ir fazer algum exame e tinha toda aquela rotina hospitalar. Fora isso, só ficava um tempo na varanda de casa. Dessa vez vai ser um momento de lazer. Apesar de irmos para bem perto, vai ser um grande passeio'', diz a mãe Marlei Cristina de Carvalho Biscaia.
Pedro Henrique vai passar algumas horas na casa do avô materno, que terá direito a toda família reunida, inclusive parentes do estado de São Paulo.
A mãe, que fica em casa o dia todo para cuidar do garoto, conta ainda que para essa ''saidinha'' passou o ano inteiro pedindo exaustivamente à pediatra do filho que deixasse ele passear.
''Ela tinha um pouco de receio em tirá-lo do quarto, devido à movimentação de pessoas, que poderia prejudicar de alguma forma, e todo aparato que ele necessita. Mas como Pedro vem reagindo bem desde que saiu do hospital, consegui esse presente'', comemora.
Prestes a realizar mais um sonho ao lado do filho, Marlei não se contém e diz emocionada: ''Meu pedido de passagem de ano é que esse seja o primeiro de muitos anos novos na vida dele conosco. Estou muito feliz.''
Felicidade que não se limita à mãe. Segundo ela, desde que ficou sabendo que Pedro poderia sair, vem contando aos poucos a ele. ''Falo que vamos passear e ele abre um sorrisão'', orgulha-se.
Além do passeio, durante o tempo em que está em casa, a mãe também comemora a recuperação e desenvolvimento do filho. ''O ambiente familiar tem trazido muitos resultados. Além, claro, do convívio mais intenso com o pai e os irmãos. Percebo que ele está mais esperto, mais inteligente. Responde a vários estímulos, brinca e interage com todos. Todos esses dias com ele em casa tem sido extremamente prazerosos. Uma experiência que eu não imaginava que teria.''


