Estão previstas construções de duas rotatórias sob o elevado



Mauricio Della Barba
De Londrina
DivulgaçãoDivulgaçãoUm projeto audacioso, caro e polêmico. É o que se pode dizer do projeto final de revitalização e transposição da Avenida Maringá sobre o aterro do Lago Igapó 2 (zona sul de Londrina), apresentado ontem pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) e pelo prefeito Antonio Belinati (PFL).
O projeto prevê a construção de um elevado e a abertura de uma nova avenida. A nova pista, a ser chamada de Ayrton Senna, terá 1,1 quilômetro de extensão e vai ligar a Rua Bento Munhoz da Rocha Barreto e a Madre Leônia Milito, avenida principal que dá acesso ao Shopping Center Catuaí. ‘‘A nova avenida a ser aberta terá duas pistas duplas e um canteiro central de 11 metros de largura’’ explicou Mário Stamm Júnior, diretor do Ippul.
O elevado vai interligar a Avenida Maringá e a Avenida Ayrton Senna, passando sobre o local onde seria construída uma espécie de viaduto. A obra, iniciada na administração do ex-prefeito Luis Eduardo Cheida (1993-1996), está paralisada. ‘‘O viaduto é inadequado, mas se não a utilizássemos iríamos ter várias ações judiciais por parte da população’’, disse Belinati.
As obras iniciadas no local vão servir como acesso entre as ruas Bento Munhoz e a Joaquim de Matos, as duas ruas que margeiam o lago Igapó 2. Duas rotatórias embaixo do elevado pretendem facilitar o acesso entre a Avenida Maringá e as ruas da região. O novo elevado terá cerca de 260 metros de extensão e tem um custo estimado em cerca de R$ 6 milhões.
A Avenida Maringá também será reestruturada. As pistas serão divididas por um canteiro central e as vagas para estacionamento vão ficar dispostas em 45 graus.‘‘Em cada pista poderão transitar dois carros paralelamente’’, informa Stamm.
O projeto apresentado divide a opinião dos comerciantes da Avenida Maringá. ‘‘Tudo é muito bonito, mas tenho certeza que para o comércio este projeto não vai ser bom’’, diz o empresário Nelson Garcia. Para ele, a via se tornará rápida e as poucas vagas a serem ofertadas afastarão os clientes. ‘‘A instalação do canteiro central e a dificuldade de conversão na avenida, vai deixá-la igual à Higienópolis: bonita, cara e sem muitos clientes’’, diz Garcia.
Para o comerciante Nicomedes Favero, o projeto vai aumentar as vendas. ‘‘Se a rua fica bonita, as lojas também ficam. A beleza estética e a funcionabilidade do projeto devem atrair mais gente’’, diz.
Todo o projeto – a construção do elevado, a abertura da nova avenida e a revitalização da Avenida Maringá – está orçado em R$ 10 milhões. Não existe data para o início das obras. ‘‘O projeto, que era o mais difícil, está pronto. Agora vai depender de um planejamento do prefeito para viabilizar a verba necessária’’, explicou Stamm.

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