Um dia de muita negociação
Antes de apresentar, no começo da noite de ontem, a nova proposta aos motoristas e cobradores, o advogado do Metrolon, Carlos Roberto Ribas Santiago, tentou por todos os meios garantir a manutenção da oferta original feita pelas empresas. Como os trabalhadores não a aceitaram, Santiago buscou garantir uma melhoria salarial de outra forma.
Pela manhã, protocolou na CMTU um pedido de suspensão parcial da taxa de gerenciamento do transporte e também do ISS para que as empresas pudessem melhorar a proposta. O gerente da TCGL, Gildalmo Mendonça, afirmou que a cada R$ 1 cobrado na passagem do ônibus, R$ 0,49 são impostos. Porém, o presidente da CMTU, Gabriel de Campos, disse que isso não é possível, porque a taxa de gerenciamento, que rende R$ 230 mil mensais à Companhia, é necessária para custear as despesas do órgão.
Durante a tarde, o advogado do Metrolon buscou entrar em entendimento com a Prefeitura, no sentido de requisitar uma antecipação no reajuste da tarifa, que está hoje em R$ 1,90. As conversas não avançaram porque o presidente da CMTU já havia frisado, anteontem, que não há espaço para elevação da tarifa, que só será revista em janeiro de 2006.
Como não conseguiu reunir elementos para garantir uma melhora na oferta aos trabalhadores, Carlos Santiago não levou nada de novo à reunião realizada à tarde na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), que foi a última tentativa de negociação mediada entre as partes.(J.K.)





