Um dia contra a opressão na escola
Um depoimento impactante e assustador foi dado durante o evento "1º Dia Contra a Opressão na Escola", realizado no Colégio de Aplicação, da Universidade Estadual de Londrina. Uma jovem de 15 anos relatou, em meio às lágrimas, que já foi cortada com estilete no colégio onde estuda. O motivo seria porque ela denunciou colegas de classe que teriam adulterado suas notas para baixo. "Isso aconteceu em 2011. O Conselho Tutelar ministrou palestras de orientação e o problema diminuiu, mas ainda hoje sofro bullying porque uso aparelho auditivo", contou.
O evento, organizado pelo Projeto Liberte-se, coletivo de estudantes que desde o ano passado atua na instituição, visa conscientizar a comunidade escolar sobre os danos físicos e psicológicos à formação daquele que sofre com as opressões como o racismo, o bullying, o machismo e a homofobia. Foram realizadas palestras, oficinas e atividades culturais desenvolvidas por convidados de variadas formações acadêmicas.
"Os convidados foram escolhidos a dedo para que proporcionassem essa discussão. Nós recebemos denúncias anônimas e até de conhecidos de violência doméstica, estupro, machismo na sala de aula, até por parte dos professores, contra homossexuais e contra negros. Chegamos a cogitar fazer um subprojeto com esses depoimentos", ressaltou Thayná De La Rosa, do Liberte-se. O evento contou com diversas atividades, inclusive oficinas de danças.
É o efeito negativo experimentado por pessoas que são alvo do exercício cruel do poder numa sociedade ou grupo social. O termo deriva da ideia de ser "esmagado"
É a prática de atos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa indefesa, que causam danos físicos e psicológicos. O termo vem do inglês, bully, que significa "valentão"
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





