Osmani Costa
De Londrina
O ‘fim do mundo’ que não houve, anteontem, pode ter servido para desmoralizar, definitivamente, os falsos profetas do Apocalipse. Pelo menos em Londrina a reação imediata foi de completo descrédito, que abalou até a ‘imagem’ da antes respeitada Sexta-Feira 13, mesmo que tenha caído no mês de agosto, tradicionalmente agourento.
Enquete realizada pela reportagem da Folha na tarde de ontem, no centro de Londrina, não encontrou sequer uma pessoa que acredite nos propalados efeitos negativos da data.
‘‘Não tenho medo ou receio, porque não sou supersticiosa. Estou tranquila para viver esta sexta-feira como outro dia qualquer’’, comentou a secretária Jemini Rosa Rodrigues, 22 anos. A costureira Jacira dos Santos, 53 anos, também não acredita nas supostas poderosas energias do número 13: ‘‘Assim como não houve surpresa nenhuma no fato de o mundo não acabar, amanhã (hoje) também não ocorrerá nada de excepcional. A sexta-feira 13 não tem o poder de promover sorte ou azar. Quem é temente a Deus não acredita nestas besteiras.’’
O auxiliar de laboratório Fabiano Marques, 21 anos, é outro que não vê razão para usar amuletos ou tomar precauções especiais. ‘‘Isto é bobeira, invenção de quem não tem o que fazer’’. O padre Irio Rissi criticou o crescimento da onda de previsões catastróficas. ‘‘Isto vem dos aproveitadores da ignorância do povo. Matheus foi claro na Bíblia: ‘Quanto àquele dia, ninguém o sabe a não ser o Pai.’ Agora, sobre sexta-feira 13, isto é brincadeira de supersticiosos. Este dia pode ser, inclusive, um dia de muita sorte para quem joga em loterias.’’

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