A cada Réveillon se renova a esperança de um mundo melhor, com paz e alegria para todos. Mesmo que nem todos os pedidos sejam atendidos, hoje, mais uma vez, milhares de pessoas farão suas orações e comemorarão a chegada do Ano Novo. Muitos estarão ao lado dos familiares, outros com amigos e alguns em festas em meio a muitos desconhecidos. O importante é que todos celebrem a data com muita alegria no coração.
É em espírito de muita comemoração que uma grande festa acontecerá hoje na residência do cardiologista Francisco Gregori, localizada às margens do Lago Igapó. Os mais de 100 convidados terão a oportunidade de acompanhar a apresentação da The Heart Band, composta pelo próprio Gregori, por sua esposa Thelma, o filho Chiquinho, e por músicos profissionais, que tocam rock, blues e até tango.
O mais interessante é que a história da banda tem tudo a ver com a festa de Réveillon. Gregori lembra que a primeira apresentação ocorreu exatamente na mesma data, no ano passado, na fazenda de seu amigo Galvão Bueno. Foram somente dois meses de ensaios, impulsionados pelo filho Chiquinho, que toca guitarra, até a estréia. ''Deveríamos tocar somente duas músicas. Ficamos uma hora e meia no palco. Foi muito gratificante, um Réveillon inesquecível'', relembra.
A esposa e médica Thelma Gregori também recorda com muita alegria do Réveillon de 2002. Ela ainda não fazia parte da banda, mas sempre gostou de tocar piano. ''O alto astral e a alegria das pessoas que assistiram ao show me impulsionaram a tocar também'', frisou. Outra passagem de ano inesquecível para a médica foi a de 1991, quando participou de uma grande festa com muita luz e fogos em Balneário Camboriú (SC). ''A alegria das pessoas era algo muito bonito de se ver'', observou.
Mas não foram somente Réveillon felizes que marcaram a vida do casal. A passagem de ano de 1995 trouxe tristeza, mas também serviu para uní-los. Gregori lembra que estava no aeroporto de Londres, voltando de uma viagem à Índia, quando sua esposa lhe telefonou e contou que um funcionário tinha desviado uma grande quantia de dinheiro do consultório. Era dia 30 de dezembro, e o cardiologista se preparava para voltar a Londrina onde passaria o Réveillon com a família.
O médico conta que todo o dinheiro que tinha guardado no banco foi desviado. Como a situação não era favorável, a solução foi uma passagem de ano simples. ''Lembro que abrimos um champagne e comemoramos. Disse para minha esposa que não tinhamos motivo para estarmos tristes, pois só levaram o dinheiro'', detalhou. O médico diz que para 2004 ''a esperança é de que todos tenham saúde. O restante a gente conquista com trabalho''.
A advogada Tatiana Yokozawa não esquece o Réveillon de 1999, quando com uma amiga fez uma viagem à Europa. As duas tinham se formado em direito e aproveitaram para descansar conhecendo as belezas do Velho Mundo. A noite do Ano Novo passaram em Paris, um lugar, segundo ela, fascinante. ''Foi uma festa inesquecível composta por pessoas de todo o mundo'', afirmou.
O músico Mateus Gonsalez recorda com saudade do Réveillon de 1998, o último passado ao lado do avô materno. Conforme ele, durante a festa, o avô pressentiu que aquele seria o último junto à família. Poucos dias depois faleceu. ''Ele era muito querido por todos. Nos deixou muitos ensinamentos'', comentou.
O advogado Carlos Augusto Rumiato passou por uma situação inusitada no Ano Novo de 1994. Pouco antes da meia-noite saiu em busca de gelo para a bebida. No meio do caminho teve uma surpresa nada agradável: o pneu furou. ''Passei a virada trocando pneu. As pessoas acharam que tinha acontecido algo de grave'', concluiu.

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