Um dia a gente bate, no outro pode apanhar
A falta de cuidados no ambiente familiar é apontada também por adolescentes ouvidas pela FOLHA como um dos motivos da agressividade exacerbada. Tem muitas crianças que são criadas jogadas, pelas ruas, não têm apoio dos pais, diz uma jovem de 18 anos. Outra, de 16 anos, acha que carinho conta muito. Se ela não tem em casa, vai procurar por outros meios.
Uma delas concorda que sempre teve um jeito meio explosivo e não esconde que já participou de muitas brigas. Mas o amadurecimento a fez encarar as provocações de outra forma. Hoje eu me envolvo, no máximo, em discussões. Se eu tenho capacidade de dialogar, por que vou sair na porrada? Até porque um dia a gente bate, mas no outro pode apanhar. Elas dizem que conhecem as meninas mais violentas e procuram manter distância para evitar confusão. (S. L.)





