O gerente de Marketing de uma indústria, Daniel Nissola Filho, que frequenta pelo menos duas festas por mês com clientes e fornecedores, acredita que a postura deve ser sempre de educação. Em festas que praticamente são reuniões de trabalho, ele comenta que evita assuntos polêmicos, principalmente se não conhece muito bem a pessoa. ''Prefiro ficar em silêncio, só para não dar um 'bola fora'.''
Como parece ser de unanimidade, o gerente concorda que a bebida em excesso pode trazer prejuízos. ''Um copo a mais pode ser crucial para a carreira. Quem bebe não lembra o que falou, mas quem ouve, com certeza, não esquece.''
Já nas festas com o pessoal do trabalho, por mais que fique mais à vontade, ele também adverte que é necessário ter um pouco de cautela. ''Mesmo que haja um bom relacionamento com os colegas de profissão, não é como estar com os amigos de infância. Não pode esquecer que seu chefe está ali e, mesmo incoscientemente, poderá fazer uma avaliação do seu comportamento. Além disso, no dia seguinte vai ter que olhar para a cara de todos. Ou seja, uma confraternização não deixa de ser uma festa de trabalho, mesmo sendo mais informal.'' (M.T.)

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