Quem ficou olhando para o céu, em 1986, tentando ver a passagem do Halley e se decepcionou por não conseguir enxergar o cometa mais famoso de todos os tempos, agora tem uma nova chance de ver, a olho nu, um desses atros, que não têm luz própria, mas causam fascínio em muita gente.
Dessa vez, quem está ''passando por aqui'' é o cometa McNaught, que surpreendeu astrônomos do mundo inteiro quando foi descoberto em agosto de 2006, principalmente pelo seu brilho. Para se ter uma idéia, o McNaught é 100 vezes mais brilhante que o Halley.
Até o dia 30 de janeiro, o cometa estará visível no hemisfério sul, e de Londrina é possível avistá-lo perfeitamente. O melhor horário é logo após o pôr do sol, às 20h30, aproximadamente. Segundo o astrônomo amador Miguel Fernando Moreno, presidente do Grupo de Estudos e Divulgação da Astronomia de Londrina (Gedal), para encontrá-lo é preciso olhar para o horizonte oeste, um pouco à esquerda de onde o sol se põe.
A reportagem da FOLHA acompanhou uma observação do cometa, do alto de um prédio de 19 andares, no centro de Londrina. Integrantes do Gedal e moradores do edifício se reuniram, no fim da tarde, para esperar pelo McNaught. Depois de quase uma hora de ansiedade, foi possível avistá-lo.
Sem o auxílio de telescópio ou binóculos, o cometa parece uma estrela brilhante com uma cauda branca. Com a utilização de um desses equipamentos é possível vê-lo com muito mais brilho.
Um dos mais empolgados durante a ''sessão astronômica'' era o garoto Wallace Kono Fabianski, 9 anos. ''Eu nunca tinha visto um cometa, achei muito legal a bolinha brilhante com a fumaça atrás. Fiquei muito feliz'', explicou com simplicidade.
Segundo Miguel Fernando Moreno, os astrônomos ainda não sabem dizer qual é a periodicidade do McNaught, por isso não é possível saber quanto ele poderá ser visto novamente pelos terráqueos. Ele também lembrou que, embora o cometa possa ser avistado até o dia 30 deste mês, a cada dia ele ficará mais alto no céu e menos brilhante. ''Não deixe escapar essa chance de visualizar um fenômeno de rara beleza'', aconselhou Moreno.

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