Astorga - O médico Weber Alexandre Sobreira Moraes, docente de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Universitário (HU) de Maringá, que realizou o parto de Márcia, ainda se emociona ao lembrar do caso que marcou sua vida pessoal e profissional. Ele diz que até hoje ainda é lembrado como "o médico das trigêmeas" e se sente feliz ao saber que as meninas completam um ano de vida com muita saúde.
"Cerca de dois meses depois que elas nasceram fizemos o exame chamado antígeno de histocompatibilidade, que por meio da pele e do sangue comprovou que as meninas são idênticas. Sabemos que um caso como esse acontece a cada 200 milhões, ou seja, é necessário nascer um Brasil inteiro pra isso acontecer de novo", diz. Além de Moraes, a equipe do dia do parto contou com outros três obstetras, três pediatras, dois anestesistas e quatro estudantes de Medicina.
Moraes voltou a ver as meninas no final do ano passado, quando estavam com pouco mais de oito meses, e foi então que ele se surpreendeu ainda mais. "É incrível a semelhança delas, até mesmo a Márcia ainda se confunde, chega a dar banho em uma que já tomou", comenta. O médico retirou as trompas de Márcia, impossibilitando que ela volte a engravidar. Prematuras, elas nasceram na 33ª semana de gestação: a mais miudinha, Gabriela, que nasceu com 1,720 quilo, hoje pesa 9,5 quilos; Rafaela, que chegou ao mundo com 2,670 quilos, pesa hoje 9,8 quilos, e Isabela, que pesou 2,150 quilos ao nascer, hoje está com 10,5 quilos.(F.B.)

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