Um brinde à esperança
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quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Pedro Marconi <br> Reportagem Local 
Mulheres em tratamento contra o câncer de mama, famílias e equipe médica, cada um com uma taça na mão. Com os copos para o alto, e diversos sorrisos, brindaram a vida. Assim foi encerrado encontro realizado no Hospital Evangélico de Londrina nesta quinta-feira (11), que serviu para o acolhimento e orientação de mulheres em tratamento de câncer de mama e seus familiares. O evento faz parte da programação do Outubro Rosa, mês dedicado à doença visando fortalecer o debate sobre o tema.

Durante a tarde, cerca de 40 mulheres, num total de 90 participantes, tiveram à disposição testemunhos de quem venceu a doença, palestra sobre prevenção para as famílias, sorteio de brindes e café. "Trabalhamos com tratamento de quimioterapia há cerca de 20 anos, porém em ambulatório separado. Há um ano trouxemos esse serviço para o hospital e vimos a necessidade de transmitir aos pacientes sentimentos de esperança, mostrar que existem tratamentos eficazes e passar força para enfrentar a doença", explicou Sirlene Aparecida Scarpin Tsukamoto, supervisora da ala de quimioterapia da instituição.
Segundo ela, o roteiro do encontro foi planejado junto com as pacientes que tratam o câncer de mama no hospital. O objetivo foi permitir que imprimissem suas demandas no que seria desenvolvido. "Vimos que elas queriam algo animado, não triste", detalhou Concomitante à organização do evento foi feita uma campanha solidária entre as próprias pacientes e equipe de saúde, sendo arrecadado mais de dois mil produtos de higiene pessoal e roupas. Os objetos serão doados para os pacientes que não têm condição de adquirir esses materiais ou que ficam sem por não estarem preparados para uma internação.
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Graduada em enfermagem, Tsukamoto destacou que a intenção de se somar às famílias neste momento foi proposital, pois exercem papel fundamental durante o enfrentamento do tumor. "O tratamento é sofrido e a família sofre junto. Então os familiares trazem ânimo para eles e com este apoio a recuperação é melhor", incentivou. Entre janeiro e setembro de 2018, cem pacientes iniciaram tratamento no hospital exclusivamente de câncer de mama. O evento, que ocorreu pela primeira vez ano passado, deve continuar anualmente.
De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre as mulheres. O órgão estima que em 2018 serão cerca de 60 mil novos casos. "Por isso é necessário o autoexame, mamografia periódica a partir dos 35 anos de idade, alimentação saudável, atividade física e consultas constantes", orientou. "Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais rápido será o tratamento e maior a chance de cura. Quando detectar algo diferente nos seios, a mulher precisa buscar atendimento", advertiu.
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O tratamento varia a cada caso e depende do que o exame detecta e do protocolo que é indicado pelo especialista. "O ambiente em que é feito o tratamento colabora muito (para a recuperação), pois ele tem que ser de gratidão, atenção e carinho", elencou Sirlene Scarpin, do Hospital Evangélico de Londrina.


