Um ano depois, crime continua sem solução
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sábado, 31 de outubro de 2009
Diego Ribeiro<BR>Equipe da FOLHA 
Curitiba - Há um ano, a estudante Rachel Genofre, 9 anos, foi encontrada morta dentro de uma mala na rodoferroviária de Curitiba. Até agora, o assassino que abusou sexualmente da menina e, depois, matou-a asfixiada, não foi encontrado. Depois de 12 meses de investigações, busca por pistas e suspeitos descartados, a polícia segue trabalhando no caso, em busca de algum sinal do autor do crime bárbaro que chocou o Paraná, em novembro do ano passado.
Já foram ouvidas informalmente mais de mil pessoas. Desse total, 600 são pessoas que passaram pelo Centro no período de tempo em que o crime teria ocorrido.
Formalmente, em cartório policial, foram cerca de cem pessoas que depuseram no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Segundo a delegada Vanessa Alice, responsável pelo caso, 198 homens foram investigados e 40 passaram pelo exame de DNA. ''Existem poucas denúncias. Mas ainda espero que o autor seja preso'', afirma a mãe da Rachel, Maria Cristina.
A menina foi abordada, no final da tarde de uma segunda-feira, quando saía do Instituto de Educação do Paraná, onde estudava. Rachel sempre fazia sozinha o trajeto de ida e de volta da escola de ônibus. Morava na Vila Guaíra com a mãe. Na época, a polícia suspeitava que a vítima havia sido abusada em um hotel na região da Rodoferroviária.
''A polícia não está medindo esforços na investigação. Infelizmente, não ficou nenhuma pista'', conta Maria. Em 13 anos de carreira, a delegada Vanessa considera a busca pelo autor da morte da Rachel a investigação mais complexa de que fez parte. ''Trabalhamos todos os dias desse ano que passou e vamos continuar trabalhando'', garante a delegada.
Rachel estudava na 4 série e, em 2007, foi terceiro lugar no 13º Concurso Infanto-Juvenil de Redação, promovido pela Biblioteca Pública do Paraná. No ano passado, ela ganhou o primeiro lugar do mesmo concurso.
Em uma tentativa de encontrar alguém com informações sobre o suspeito, familiares e amigos de Rachel estarão terça-feira, dia 3, às 10h, na frente da Rodoferroviária de Curitiba distribuindo panfletos. O objetivo é pedir a população que denuncie.
A missa de um ano de morte da Rachel ocorrerá no dia 6 de novembro. A solenidade acontecerá na Igreja São Cristóvão, na Rua Santa Catarina, 1.661. Rachel foi encontrada morta no dia 3 de novembro de 2008.


